Segurança

Curso do Pacto pela Paz visa reduzir violência em condomínios

Iniciativa é voltada a síndicos de residenciais do Dunas e do Sítio Floresta, além de profissionais de Saúde, Educação e Assistência Social que atendem moradores

08 de Outubro de 2019 - 21h04 Corrigir A + A -
Entre os temas abordados na capacitação estão técnicas para o fortalecimento de vínculos, construção de relacionamentos saudáveis e prevenção se situações de violência (Foto: Michel Corvello - Ascom)

Entre os temas abordados na capacitação estão técnicas para o fortalecimento de vínculos, construção de relacionamentos saudáveis e prevenção se situações de violência (Foto: Michel Corvello - Ascom)

Começou nesta semana o curso de facilitadores em Justiça Restaurativa, promovido pela prefeitura, por intermédio da Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária (SHRF). A iniciativa, que visa diminuir a violência nos condomínios pelotenses ao prevenir conflitos, integra o projeto Bons Vizinhos, do Pacto Pelotas pela Paz. A formação é destinada às comunidades de quatro residenciais do Minha Casa Minha Vida, financiados pelo Banco do Brasil – Acácia e Azaleia, no Dunas, e Roraima e Amazonas, no Sítio Floresta.

Além de síndicos e subsíndicos, também integram o grupo, formado por 25 pessoas, representantes do Conselho Tutelar e profissionais das unidades de saúde, educação e assistência social que atendem aos moradores dos condomínios, a fim de qualificar a rede de proteção da região. O curso será realizado até o dia 11 de outubro no Senac, contratado pelo município para ministrá-lo.

Entre os temas abordados na capacitação estão técnicas para o fortalecimento de vínculos, construção de relacionamentos saudáveis e prevenção se situações de violência, explica a instrutora Júlia Nogueira.

A síndica do residencial Amazonas, Bruna Ferreira, acredita que a Justiça Restaurativa será uma ferramenta importante para resolver pequenos e médios problemas entre os moradores. “Muitos vizinhos se desentendem por coisas mínimas, o que poderia ser evitado com o diálogo e a compreensão mútua. Uma das ideias que ouvi aqui – e vou levar ao condomínio – é que nem sempre as opiniões vão ser iguais e está tudo bem; precisamos sentar e conversar”, afirmou a síndica, confiante nos benefícios que o projeto vai trazer ao Amazonas, onde residem cerca de 400 pessoas.

Nesta terça-feira (8), a instrutora reforçou ao grupo a importância de organizar a temática dos círculos de construção da paz de acordo com a necessidade e a realidade dos locais. Júlia Nogueira é assistente social, especialista em Direito da Criança e do Adolescente, facilitadora e instrutora em círculos de construção de paz, e atua no Centro de Atendimento Socioeducativo de Semiliberdade.


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