Projetos

Cosulati deve fechar contrato com grupo chinês

Possibilidade foi aprovada em assembleia geral de cooperados; negócio envolve exportação de leite em pó

08 de Novembro de 2019 - 21h34 Corrigir A + A -
Mais de 200 associados participaram da reunião (Foto: Divulgação - DP)

Mais de 200 associados participaram da reunião (Foto: Divulgação - DP)

A Cosulati deve fechar contrato com grupo chinês. A possibilidade foi um dos temas aprovados em assembleia extraordinária que reuniu mais de 200 associados, na tarde de quinta-feira (7). A direção da Cooperativa anima-se, mas prefere não revelar o valor do investimento. O negócio, inicialmente destinado à exportação de leite em pó, pode evoluir também para venda de frango; o que significaria a retomada do frigorífico em Morro Redondo. Neste momento, a fase envolve a verificação de questões legais e burocráticas que permitam a entrada de capital internacional e culminem na assinatura da parceria.

O tempo de duração do contrato não está definido nem os prazos para a indústria de laticínios, no Capão do Leão, poder chegar à capacidade de captação de 700 mil litros por dia. A estimativa, entretanto, é de que a produção obtida com os 350 associados - que atualmente é de 50 mil litros por dia - possa dobrar rapidamente, já que haveria recursos para pagá-los e, em contrapartida, os produtores ficariam em condições de qualificar a alimentação dos animais, o que reflete diretamente nos resultados da cadeia. Sem falar nas famílias que poderiam voltar a entregar para a Cosulati, diante da certeza de que receberiam em dia.

"Estamos estudando planilhas, mas através do negócio com este investidor conseguiremos pagar nossos credores e tornar a Cooperativa viável de novo", destaca o diretor administrativo Almir Mendonça, que assumiu o comando em abril de 2018.

Reflexos no quadro de funcionários
Ainda é cedo para falar em ampliação do número de trabalhadores. Mendonça garante que o quadro, com 188 profissionais, é suficiente para dar conta da produção, mesmo com acréscimo de matéria-prima, já que o efetivo estaria acima da necessidade atual e em parte dos dias os funcionários permaneciam sem atividade. À medida que os volumes de leite crescerem, claro, o total de trabalhadores precisará ser repensado. O diretor, todavia, prefere não fazer projeções.

Os 41 profissionais demitidos no mês de outubro, de diferentes setores da Cooperativa, ainda aguardam o pagamento das rescisões.

Saiba mais
A Cosulati chegou a ter três unidades em operação simultaneamente: a fábrica de laticínios, o frigorífico de frangos e a indústria de rações. Atualmente, apenas a planta de lácteos segue de portas abertas. Com crise financeira e suspeita de desvios de verbas - que levou o caso para a Justiça -, a Cooperativa encolheu a estrutura, dispensou operários e perdeu representatividade nos 19 municípios em que mantinha ramificações e cooperados.

A expectativa é que com a gestão partilhada com empresários chineses a Cosulati possa retomar forças e ajudar a espalhar desenvolvimento pela Zona Sul do Estado, mais uma vez.


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados