Alerta

Coren diz que PSP tem déficit de profissionais

Secretária de Saúde defende-se e afirma que a questão teve decisão judicial favorável

04 de Maio de 2017 - 11h00 Corrigir A + A -
Conversa. Daniel (D) e integrantes do Conselho reuniram-se com a prefeita (Foto: Paulo Rossi - DP)

Conversa. Daniel (D) e integrantes do Conselho reuniram-se com a prefeita (Foto: Paulo Rossi - DP)

Para o Conselho Regional de Enfermagem no Rio Grande do Sul (Coren), o Pronto-Socorro de Pelotas (PSP) tem um déficit de 12 enfermeiros e 26 técnicos de enfermagem, além de atualmente possuir funcionando apenas um aparelho para medir pressão e um nebulizador. O assunto relativo ao número de funcionários chegou à esfera judicial e, segundo a secretária de Saúde, Ana Costa, a decisão foi favorável ao município, mas o Coren recorreu. Ainda não há um segundo parecer. Quanto à falta de aparelhos, a secretária afirma que em algum momento até pode ter acontecido, porque o serviço de emergência é muito dinâmico, mas no momento não procede.

As informações do Coren constam em relatório feito com base em inspeções e denúncias recebidas de profissionais que trabalham no local. Segundo o presidente do Conselho, Daniel Menezes de Souza, há reclamações da sobrecarga e condições estruturais. O assunto foi levado à prefeita Paula Mascarenhas (PSDB), quando também seria feita nova vistoria ao PSP.

Embora a reunião com a prefeita não tenha tido o caráter de cobrança ostensiva, o Coren quer buscar uma solução para resolver os problemas e se colocou à disposição para auxiliar a gestão. De acordo com o presidente do Conselho, nos últimos anos houve redução no número de funcionários e mesmo com medidas como a implantação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), a prefeitura não conseguiu reduzir a demanda do PSP, como era esperado. Pelo contrário, acentua que a demanda continua crescente, sobretudo porque a população está envelhecendo e necessitando mais do serviço de saúde. Sem contar que o Pronto-Socorro é de Pelotas, mas tem abrangência regional.

“O Coren quer colaborar com a gestão para avançar no quadro de pessoal, estrutura e fluxos internos de trabalho”, salienta Souza. Conforme ele, com a classificação de risco é importante ter um número razoável de enfermeiros, porque são eles que fazem esse trabalho. Os profissionais também apontam superlotação e risco de contaminação hospitalar pelo excesso de pacientes. Os próprios funcionários dizem levar seus aparelhos de medir pressão ao trabalho para agilizar o atendimento.

O procurador jurídico do Coren, Márcio Félix, aponta que o Pronto-Socorro de Pelotas está no ranking dos que estão em pior situação no Estado. Souza enfatiza a preocupação com a chegada do frio, que aumenta o total de atendimentos. Ano passado a capacidade ficou esgotada. Havia 53 pacientes e 39 leitos. Na pediatria, 13 leitos e 21 crianças internadas. Isso, conforme ele, justifica a presença das pessoas pelos corredores. Também participou da reunião a coordenadora do Departamento de Fiscalização do Coren, Cláudia Espíndola.

Números
Profissionais no atendimento

Existentes Ideal na visão do Coren

15 enfermeiros 27 enfermeiros
68 técnicos 94 técnicos

Fonte: Coren/RS


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