Trânsito

Convivência provisória, mas complicada

Ciclistas reclamam que ciclofaixa da rua Professor Doutor Araújo tornou-se parada de ônibus provisória

23 de Abril de 2019 - 10h02 Corrigir A + A -
Apertos tornaram-se comuns, fazendo ciclistas dividir espaço com os ônibus (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Apertos tornaram-se comuns, fazendo ciclistas dividir espaço com os ônibus (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Buracos causam problemas, fazendo os ciclistas precisar desviar por vezes até fora do espaço destinado para eles (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Buracos causam problemas, fazendo os ciclistas precisar desviar por vezes até fora do espaço destinado para eles (Foto: Carlos Queiroz - DP)

É por pouco tempo, mas o compartilhamento de espaço com os ônibus na ciclofaixa da rua Professor Doutor Araújo tem gerado reclamação de ciclistas. Realidade similar já existe em outras vias da cidade, onde a faixa destinada às bicicletas fica à direita de uma rua com paradas de ônibus. No entanto, por ali começam a surgir buracos enormes e relatos de fechadas que podem causar acidentes.

O problema é provisório, visto que as linhas desviadas àquela rua passarão por ali apenas até a conclusão das obras do corredor de ônibus da rua Marechal Deodoro. Faz cerca de um mês que aconteceu a mudança e a adaptação com a convivência é difícil. "Às vezes, se tu não cuidar, eles te atiram para longe", diz Teresinha Juceli da Costa, de 43 anos. Ela utiliza a via para ir de sua casa, no loteamento Dunas, até a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), no Centro, para pegar remédios. Segundo ela, houve uma vez que uma fechada a fez saltar da bicicleta para não ocorrer nenhuma colisão. "Eu senti que tirou um fininho", lembra. Os buracos também são alvo de reclamação. Segundo a ciclista, anteriormente a via era bem melhor.

Enquanto a reportagem estava no local, na última quarta-feira, a ciclista Nilza Barbosa da Silva fazia o deslocamento no sentido Zona Norte - Centro. Na chegada de uma parada de ônibus, precisou desviar pela calçada para não se chocar com o veículo. Ela passa dia sim, dia não, por ali. E o medo é comum, relata. "Sempre dá (medo), tem que estar atento o tempo inteiro", pontua. Sua tática para evitar transtornos é ficar prestando atenção nos piscas do ônibus. Ela diz que quando eles dão o sinal, já salta para a calçada para não entrar em divididas.

Resoluções
A questão é provisória, relembra Luiz Van Der Laan, diretor executivo e secretário substituto de Trânsito, durante as férias do titular, Flávio Al Alam. Segundo ele, é necessário realizar uma convivência através do compartilhamento do espaço enquanto isso. Ele lembra de vias como a Ferreira Vianna, onde o ônibus também possui paradas ao lado de ciclofaixas.

Van Der Laan também garante que os motoristas foram orientados a cuidar para não fechar os ciclistas. Quanto aos buracos, solicitações foram feitas à Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação (Smop). O titular da pasta, Eduardo Tejada, diz que alguns lugares onde o ônibus danificou já foram recuperados, e os atuais buracos serão também corrigidos. Depois da saída dos ônibus, ele garante que uma avaliação e correções definitivas da via serão feitos.

Até quando?
As obras na rua Marechal Deodoro têm previsão de conclusão para o dia 31 de outubro deste ano, de acordo com Roberto Ramalho, secretário de Planejamento e Gestão (Seplag). "Se o clima seguir ajudando (isto é, pouca chuva), concluiremos nesta data", garante.


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