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Comissão de Saúde cobra HE-UFPel sobre médica

Scilla Lazzarotto ficou em evidência na semana passada após expor caso de agressão no hospital; denúncias sobre violência obstétrica podem ser investigadas

04 de Junho de 2020 - 18h56 Corrigir A + A -
Encontro virtual ocorreu nesta quinta-feira (Foto: Reprodução)

Encontro virtual ocorreu nesta quinta-feira (Foto: Reprodução)

A Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores cobrou da direção do Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE-UFPel) um posicionamento com relação às queixas e denúncias surgidas após a divulgação do caso de agressão contra a médica obstetra da equipe do hospital, Scilla Lazzarotto, na semana passada.

A cobrança foi feita durante a reunião pública online realizada para discutir o caso e seu impacto no atendimento das gestantes encaminhadas ao hospital via Sistema Único de Saúde e a aplicação da Lei do Parto Humanizado, aprovada no ano passado pela Câmara. Além dos vereadores e representantes do hospital participaram da reunião representantes do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, Conselho Municipal de Saúde, ONG Nascer Sorrindo e mulheres que fizeram seus partos com a médica, que foi denunciada na Delegacia Especializada de Atenção à Mulher (Deam).

“Após o caso se tornar público recebemos uma enxurrada de queixas e denúncias de maus tratos e atos de desrespeito contra parturientes, que teriam ocorrido em salas de pré-parto e parto do Hospital Escola e da Santa Casa, muitos envolvendo a profissional em questão. Por isso cobramos da direção do hospital uma posição clara sobre os fatos”, argumentou o presidente da Comissão de Saúde, vereador Marcos Ferreira, o Marcola (PTB).

O que diz o hospital

O diretor jurídico do HE-UFPel, Gustavo Gazalle, informou que a um processo administrativo foi aberto para investigar todas as circunstâncias em torno do caso. “A investigação preliminar tem como objeto os fatos ocorridos na sala de parto no dia 29 e a direção do hospital só se manifestará depois de encerrar essa investigação, que obedece prazos e normas da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh)”, disse. Conforme Gazalle todos os envolvidos serão ouvidos ao longo do processo, que não tem um prazo fixo para ser encerrado.

Os representantes da direção do hospital frisaram ainda que o HE-UFPel é referência para o SUS para partos humanizados e que a ouvidoria da unidade não registra casos de denúncias de maus tratos às pacientes. “Este caso é um ponto fora da curva e como tal será completamente investigado”, declara Gazalle.

Na segunda-feira o assunto volta à pauta da Câmara em nova reunião online, esta realizada pela Comissão de Direitos Humanos, presidida pela vereadora Daiane Dias (PL).


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