Agricultura

Colheita do Arroz será em evento híbrido

Abertura oficial ocorre entre os dias 16 e 18 de fevereiro na Embrapa, no Capão do Leão

25 de Janeiro de 2022 - 10h08 Corrigir A + A -

Por: Vitória Leitzke

Foto: Irga Zona Sul - Divulgação - DP

Foto: Irga Zona Sul - Divulgação - DP

Faltando menos de um mês para a Abertura da Colheita do Arroz, a organização já está nos ajustes finais para a realização do evento. Mantendo o formato híbrido, com atividades presenciais e online por conta da Covid-19, a 32ª edição ocorre entre os dias 16 e 18 de fevereiro, na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, no Capão do Leão, e tem a expectativa de contar com a presença da ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

Segundo o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, a edição de 2022 contará com mais de 90 expositores, 40 vitrines tecnológicas, mais de 17 países participantes e um público aguardado de três mil de forma virtual e sete mil presencialmente. Para isso, a organizadora do evento obedecerá os protocolos sanitários vigentes na data de realização e fez algumas alterações estruturais, como no auditório, que agora é aberto, obedecendo o distanciamento social. “Todo esses protocolos nos trarão segurança para o evento, estamos cientes da situação que estamos vivendo, mas não tem porque recuar. O produtor tem se mantido sempre na atividade trabalhando e nós temos a obrigação de trazer a eles e a todas as pessoas que lá estiverem um grande evento”, defende.

“Algo inédito esse ano que é a participação do Flar [Fondo Latinoamericano para Arroz de Riego], que é um instituto importante de pesquisas da Colômbia, inclusive que tinha convênio com o próprio Irga [Instituto Rio Grandense do Arroz] e está em fase de renovação e a participação confirmada. A primeira reunião presencial do Flar depois de dois anos deve ocorrer durante a abertura da Colheita”, adianta Velho, que acrescenta que universidades gaúchas como a de Pelotas (UFPel) e de Santa Maria (UFSM) também integrarão a parte de pesquisa.

Além das instituições de ensino, outras presenças já estão confirmadas. É o caso do secretário nacional de Política Agrícola, Guilherme Bastos, do técnico do Ministério da Agricultura, Wilson Araújo, o qual atua na área de comercialização, e também é aguardada a confirmação de presença da ministra da pasta, Tereza Cristina. “São diversas autoridades que, nesses últimos dias que se aproximam da abertura irão, certamente, nos confirmar”, projeta o presidente.

Estiagem em análise

De acordo com o presidente do Irga, Rodrigo Machado, no próximo dia 31 será finalizado o levantamento da área plantada e o dado será divulgado durante a abertura do evento. O baixo nível pluviométrico e as altas temperaturas das últimas semanas na região vêm preocupando entidades agrícolas e produtores. Entretanto, para Machado, ainda é cedo para prever o impacto da estiagem na produção.

“Já temos algumas perdas na lavoura, mas não me parece adequado emitir um parecer dos efeitos na produtividade e na produção local. Acho que é muito cedo, a diretoria administrativa optou por ter muita parcimônia em emitir um parecer mais definitivo dessas perdas porque me parece um pouco precipitado ainda”, comenta. Segundo ele, as regiões da Campanha e da Fronteira Oeste são as mais atingidas.


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