Ciclone

Chegada de ciclone subtropical liga alerta na Zona Sul

Região poderá ter ventos de até 130 quilômetros por hora, com frio intenso e chuva em vários municípios

16 de Maio de 2022 - 20h12 Corrigir A + A -

Por Victoria Fonseca
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De acordo com o instituto, o ciclone tem uma trajetória incomum e rara, (Foto: Metsul Meteorologia)

De acordo com o instituto, o ciclone tem uma trajetória incomum e rara, (Foto: Metsul Meteorologia)

Entre a tarde desta terça-feira (17) e quarta, um ciclone de forte intensidade deve atingir o Sul e o Leste do Rio Grande do Sul com rajadas de ventos com média de 90 a 110 quilômetros por hora, podendo chegar a até 130 no Litoral Sul e em áreas no entorno da Lagoa dos Patos. O fenômeno meteorológico deve trazer também chuva e uma massa de ar frio à região. Em Rio Grande, o aviso meteorológico feito pela Marinha do Brasil para fortes temporais no litoral gaúcho colocou as autoridades em vigilância e as aulas na rede municipal foram suspensas.

O alerta a respeito do mau tempo foi passado pela Metsul Meteorologia. De acordo com o instituto, o ciclone tem uma trajetória incomum e rara, com rajadas de vento destrutivas que poderão até mesmo atingir a força de um furacão em diversas localidades. O fenômeno deve chegar ao RS pelo Extremo Sul do Estado.

"É um ciclone com características que estão surpreendendo muito, porque indicam nesta época do ano, em um período já frio, um ciclone com características tropicais e extratropicais. É um modelo híbrido de ocorrência, um fenômeno completamente atípico", observa a meteorologista Estael Sias.

De acordo com a previsão, o ciclone terá uma trajetória do mar para o continente, em direção ao Sul do Estado, movendo-se posteriormente para o Norte, passando pelo o Leste gaúcho até alcançar Santa Catarina, onde deverá perder a intensidade.

A MetSul ressalta tratar-se de uma ocorrência de "elevado perigo meteorológico", de grandes riscos destrutivos. "Moradores de municípios do Sul e do Leste do Rio Grande do Sul devem enfrentar várias horas seguidas de vento muito forte com rajadas por vezes violentas em intensidade", aponta Estael.

Pelotas e os municípios da Zona Sul estão entre as zonas de maior risco de ventos de intensidade forte a extrema. As regiões mais afetadas pelo ciclone, principalmente o leste do Estado, também poderão registrar grande volume de chuvas, entre 50 e 100 milímetros, o que poderá causar alagamentos. Além disso, a precipitação e o vento deverão baixar a temperatura, causando ainda sensação de frio intenso.

Em Rio Grande, o coordenador da Defesa Civil municipal, Rudimar Machado, diz que as equipes do órgão estão de prontidão e têm capacidade para atender até 200 famílias em um intervalo de uma hora, caso seja preciso.

Impactos do ciclone
Destelhamento de residências, quedas de árvores e postes são alguns dos danos que a passagem do ciclone poderá causar nas regiões Sul e Leste do Estado. A MetSul também destaca a grande probabilidade de falta de energia elétrica em vários pontos, principalmente naqueles atendidos pela CEEE Equatorial.

De acordo com o subchefe de Proteção e Defesa Civil do Estado, coronel Marcus Vinícius Oliveira, as informações foram difundidas aos agentes municipais de Defesa Civil, que devem dar a primeira resposta para as ocorrências de emergência e de calamidade.

A Defesa Civil orienta ainda que, caso se confirmem as previsões de rajadas de vento intensas, as pessoas devem se abrigar bem longe de placas, árvores, postes de energia e de objetos que possam ser arremessados. Pescadores e praticantes de esportes aquáticos devem evitar entrar na lagoa sem antes verificar a previsão do tempo para as horas seguintes, mesmo para passeios curtos. Além disso, é recomendada atenção especial às comunidades em situação de vulnerabilidade social, idosos, enfermos, crianças e animais domésticos.

A Marinha do Brasil adverte para a ocorrência de ressaca na costa gaúcha. A projeção é que as ondas atinjam de quatro a seis metros de altura. A MetSul destaca que a ressaca pode ser muito forte com a elevação da maré, podendo causar danos a estruturas na beira da praia, como quiosques e guaritas.

O atendimento à população será coordenado pela Defesa Civil e quem precisar de auxílio pode entrar em contato pelos números 199 (Defesa Civil), 193 (Bombeiros), 153 (Guarda Municipal), 156 (Trânsito) ou ainda mandar mensagens pelo WhatsApp (53) 99968.3244, da Defesa Civil.

Segundo as previsões, o tempo deve voltar a ficar estável na quinta-feira.


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