Segurança

Centro de Atendimento ao Autista é alvo de furtos

Local sofre com arrombamentos e furtos desde janeiro deste ano; Centro atende, atualmente, 430 pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA)

20 de Agosto de 2019 - 09h35 Corrigir A + A -

Por: Redação
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Botijões de gás foram levados em uma das ações. (Foto: Paulo Rossi - DP)

Botijões de gás foram levados em uma das ações. (Foto: Paulo Rossi - DP)

A instalação de refletores busca melhorar a visão no entorno do prédio. (Foto: Paulo Rossi - DP)

A instalação de refletores busca melhorar a visão no entorno do prédio. (Foto: Paulo Rossi - DP)

Desde o início do ano, o Centro de Atendimento ao Autista Dr. Danilo Rolim de Moura já sofreu quatro arrombamentos. Neste mês de agosto foram dois, realizados em um intervalo de menos de uma semana. Em três ocasiões foram levados equipamentos.

"O que fica é a sensação de insegurança", afirma Débora Jacks, diretora do local. Uma das possíveis causas apontadas por Débora é a presença de uma área abandonada nos fundos do Centro, que seria utilizada pelo bandidos. Parte da grade que cerca o entorno do local foi danificada e poderia ser a forma de acesso dos criminosos. Desde fevereiro de 2018 a unidade funciona no antigo prédio do Hospital Cruz de Prata, próximo ao Colégio Pelotense.

A situação começou em janeiro deste ano e somente na última ocorrência nada foi levado. Nas outras ocasiões, violões, bicicleta, botijões de gás industrial, brinquedos e outros objetos utilizados pelos alunos foram furtados. Quando não conseguem entrar, utensílios da parte externa também são levados. "À noite a gente recolhe até os bancos de madeira", relata Débora.

Em alguns casos, os materiais são repostos, mas acabam sendo retirados novamente.A diretora cita uma cama elástica doada por moradores, que substituiria uma antiga, mas foi novamente furtada. De acordo com o secretário de Educação e Desporto, Artur Corrêa, os materiais são repostos conforme solicitação da direção do local. No entanto, uma área destinada aos botijões de gás ainda estava vazia durante a visita da reportagem na última sexta-feira.

Atualmente, 430 pessoas com o transtorno, com idades entre um e 38 anos, são atendidas. Para o ingresso não há limite de idade, mas são necessárias entrevistas e aguardar em lista de espera. De acordo com Débora, a meta é ter entre 600 e 650 alunos, utilizando a capacidade máxima do local. A diretora afirma que os furtos não impedem a aceitação de novos integrantes, mas que os equipamentos, muitos sem utilidade para os criminosos, fazem falta a quem é atendido. "As pessoas não sabem a falta que (os objetos) vão fazer para essas pessoas", relata.

Medidas adotadas

No dia da visita da reportagem ao local, refletores estavam sendo instalados em volta do prédio. Segundo a diretora, a medida foi adotada pela Secretaria de Educação e Desporto (Smed), após apresentação dos relatórios dos bens furtados e seria uma forma de melhorar a iluminação do entorno, com o intuito de impedir novas tentativas de entradas. A colocação dos refletores também visa dar melhores condições de trabalho aos guardas que trabalham no local. As portas danificadas nas ações também receberam reforço de cadeados.

O local dispõe de alarmes que foram disparados nas duas vezes em que conseguiram entrar no local. Além disso, o Centro conta com a vigilância da Guarda Municipal de Pelotas. O secretário de Segurança Pública, Tenente Aldo Bruno, esclareceu que o Observatório de Segurança Pública levantará informações e dados sobre as ocorrências e que, após a análise, serão decididas as medidas a serem tomadas.


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