Praia

Centenas de peixes e uma capivara aparecem mortos na Lagoa dos Patos

Pesca ilegal de arrasto é uma das possíveis explicações para o cenário, que será investigado por órgãos ambientais

23 de Novembro de 2020 - 20h06 Corrigir A + A -

Por: Redação
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Enquanto Patram, Fepam e Polícia Federal não determinam o que ocasionou a morte dos peixes, restam diversas possibilidades (Foto: Jô Folha - DP)

Enquanto Patram, Fepam e Polícia Federal não determinam o que ocasionou a morte dos peixes, restam diversas possibilidades (Foto: Jô Folha - DP)

Uma cena triste recebeu quem foi à orla da Praia do Laranjal na manhã desta segunda-feira (23). Centenas de peixes e um capivara, mortos, apareceram no local. A investigação está em andamento, mas ainda não há uma definição sobre o que causou o ocorrido.

Enquanto Patram, Fepam e Polícia Federal não determinam o que ocasionou a morte dos peixes, restam diversas possibilidades, de acordo com o Capitão Avelino, chefe do primeiro órgão na cidade. A primeira delas, ele cita, é natural, na medida do possível: a salinização, que costuma ocorrer nesse período do ano, altera as propriedades da água da Lagoa dos Patos, tornando-se tóxica para os peixes. O Sindicato dos Pescadores da Colônia Z-3 já havia alertado, em abril, para o Jornal do Laranjal, que o índice de salinidade da lagoa é a maior dos últimos dez anos. Essa hipótese, porém, é pouco provável tendo em vista que a maioria dos peixes encontrados é da espécie corvina, natural da água salgada.

As duas seguintes têm a ver com a ação humana: é possível que a morte dos animais esteja relacionada à prática irregular de pesca de arrasto - quando uma rede recolhe grande quantidade de peixes. O possível naufrágio de um navio, há alguns dias, ajuda a fortalecer a narrativa. Também existe a hipótese de que pesticidas utilizados em plantações próximas tenham escoado para a Lagoa dos Patos.

Essa última foi levantada em uma das tantas vezes em que o cenário se mostrou na orla da praia. No ano de 2017, milhares de peixes apareceram mortos no local e o ecólogo Matheus Vieira Volcan, ao Diário Popular, apontou que chuvas podem carregar resquícios destes produtos. 

Recolhimento

Ao final da tarde, a Patram recolheu a capivara que estava morte junto aos peixes na Lagoa dos Patos. Ela havia sido atingida por um tiro. Ela será encaminhada para o Nurfs/UFPel, que depois emitrá um laudo a respeito dos fatos.

 


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