Depredação

Cemitério é alvo de vandalismo

Criminosos furtaram objetos e depredaram o local, no Sítio Floresta

11 de Setembro de 2019 - 08h35 Corrigir A + A -
Vilmar conta que em 2012 também houve depredação e um boletim de ocorrência foi realizado, mas ninguém foi preso (Foto: Jô Folha - DP)

Vilmar conta que em 2012 também houve depredação e um boletim de ocorrência foi realizado, mas ninguém foi preso (Foto: Jô Folha - DP)

Mais uma vez, o Cemitério Evangélico da Barbuda, localizado no Sítio Floresta, foi alvo de vandalismo e furto. Os suspeitos levaram os vidros que protegem as lápides, argolas e outros metais, além de quebrarem objetos, como crucifixos, e deixarem flores atiradas pelo chão.

O vice-presidente do cemitério, Vilmar Höpke, conta que a primeira vez de uma situação semelhante como essa foi em 2012, e um boletim de ocorrência foi realizado, mas ninguém foi preso. Agora, o problema se repete e, além do registro, um sistema de alarme foi colocado na propriedade. "Foi o jeito que vimos de ter um pouco mais de segurança", completa. Além dos objetos furtados, o local teve utensílios depredados e pertences dos túmulos bagunçados. Höpke, que além de compor a diretoria é zelador do cemitério, conseguiu recuperar alguns dos vidros levados, pois foram abandonados nas redondezas e depois recolocados por ele mesmo.

O terreno que abriga os túmulos é administrado pelas comunidades evangélicas Martim Lutero e Emanuel, e só pode ser utilizado por membros dessas. Então, os prejuízos afetam diretamente as famílias, pois o local não trabalha com aluguel de gavetas, somente vendas. "Não é para termos lucro", destaca. Tanto as gavetas como os túmulos são individuais, já que lá não existe a estrutura necessária para a realização da exumação. "Não temos o valor parar investir nesse serviço", diz.

Além dos atos registrados na propriedade, Höpke ressalta que assaltos estão ocorrendo com frequência no bairro, "tanto com as pessoas como nos estabelecimentos". O pedido do vice-presidente e morador do Sítio Floresta é por mais segurança e averiguação dos fatos. Outro ponto destacado é que, se há esse tipo de furto é porque existe a comercialização dos produtos. "Alguém deve comprar", questiona.

A história
Conforme a tradição luterana, quando se construía uma comunidade, uma escola e um cemitério deveriam ser construídos juntos. E em Pelotas não foi diferente. Quando a Comunidade Evangélica Martim Lutero foi fundada, em novembro de 1914, o cemitério da Barbuda e a Associação Cultural Teuto Brasileira - hoje Colégio Sinodal Alfredo Simon - também foram inaugurados. As instituições foram construídas com a participação de 22 moradores que formaram uma sociedade que entendia que os três órgãos eram essenciais à formação de vida do seu povo.


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