Solidariedade

Casa Vida pede ajuda

Período de quarentena reduziu as doações de mantimentos, o que dificultou a continuidade dos atendimentos

26 de Maio de 2020 - 09h27 Corrigir A + A -
Casa se esforça para conseguir entregar mantimentos completos para os atendidos (Foto: Jô Folha - DP)

Casa se esforça para conseguir entregar mantimentos completos para os atendidos (Foto: Jô Folha - DP)

A pandemia causada pelo novo coronavírus ocasionou uma queda nas arrecadações da Casa Vida. Diminuição que aconteceu simultaneamente ao aumento de despesas na instituição. Os trabalhos dobraram em função da quarentena e, além dos pacientes já atendidos, as famílias também são contempladas com os serviços. Desta forma, o local tem passado por dificuldades para seguir com os auxílios.

A Casa Vida funciona exclusivamente através do sistema de doações e possui uma equipe de telemarketing para obtê-las. No dia 20 de março, o serviço precisou ser paralisado em função dos decretos de restrição de circulação. Entretanto, aqueles que já estavam na casa seguiram no local. Conforme os novos decretos, os funcionários voltaram ao trabalho. O retorno das atividades foi marcado por situações de cancelamento de doações e por uma baixa das contribuições, o que atingiu a unidade da instituição em Pelotas e nas outras sete instalações localizadas na Zona Sul. "Muitos nos ligaram dizendo que não poderiam mais doar. Tivemos um aumento significativo nas despesas simultâneo a uma queda no que arrecadávamos. O momento é difícil", conta Fabiana Madruga, assistente social da casa.

Em Pelotas, são 753 pessoas cadastradas. Somadas com os familiares, elas compõem um número de aproximadamente dois mil atendimentos proporcionados pela instituição. Entre os serviços prestados pela casa, estão a doação de remédios e as assistências psicológicas, judiciárias e sociais. Todos os atendidos chegam através de encaminhamentos de assistentes sociais dos hospitais ou das Secretaria de Saúde de diferentes municípios. Em média, são entregues 25 cestas básicas por mês. Infelizmente, elas também foram reduzidas com a queda de receita. "Antes, entregávamos cestas básicas com vinte itens. Hoje, o quadro mudou. Arroz, leite, óleo, café, bolacha são algumas das nossas principais necessidades. É o que a gente mais precisa, além de materiais de limpeza. Nós sempre higienizamos a casa três vezes por dia. No momento que vivemos, redobramos este cuidado para garantir a saúde de todos", explica a assistente social.

Entre os usuários encaminhados por outros municípios, está Eduardo Alves, residente em Dom Pedrito. Ele precisou vir até Pelotas para assistir o sogro, que necessita de cuidados de saúde na cidade. Não tinha local para ficar. Para solucionar o caso, a assistente social que o acompanhou, apontou a Casa Vida como uma referência de apoio. Há pouco mais de uma semana no local, ele enxerga o esforço das funcionárias para prestar boas condições de atendimento. "O trabalho aqui é excelente. A gente vê o esforço delas em atender as nossas necessidades e todos os cuidados que tem com os demais atendidos. As pessoas que eu vejo aqui são bastante felizes com o serviço prestado pela casa, o suporte é muito bom. A ajuda das pessoas é muito importante e será bem-vinda, pois é um bom investimento e é essencial para nós", afirma Eduardo.

Ajude!

As necessidades maiores são por alimentos, que podem ser entregues na sede, localizada na rua General Osório, 883, entre as ruas Cassiano do Nascimento e Major Cícero. O telefone para contato é (53) 3028-1990.


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