Tratativas

Câmara de Comércio tenta viabilizar dragagem do Porto do Rio Grande

Presidente da entidade, Antônio Carlos Bacchieri Duarte, esteve em Brasília, reunido com o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil Mauricio Quintella

20 de Junho de 2018 - 17h15 Corrigir A + A -
Bacchieri explicou as dificuldades impostas aos terminais marítimos e os possíveis impactos para a safra 2019 caso a dragagem não seja realizada. (Divulgação)

Bacchieri explicou as dificuldades impostas aos terminais marítimos e os possíveis impactos para a safra 2019 caso a dragagem não seja realizada. (Divulgação)

Desde 2015, o empresariado tenta a realização do processo de aprofundamento do canal. (Foto: Infocenter Marcus Maciel)

Desde 2015, o empresariado tenta a realização do processo de aprofundamento do canal. (Foto: Infocenter Marcus Maciel)

O coordenador do Movimento Aliança Rio Grande e presidente da Câmara de Comércio Antônio Carlos Bacchieri Duarte esteve na última terça-feira (19), em Brasília, reunido com o Ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil Mauricio Quintella tratando sobre a dragagem do canal de acesso ao Porto do Rio Grande.

“É inaceitável que um porto com a importância que tem o de Rio Grande para o sistema logístico nacional esteja desde 2015 lutando por uma dragagem de manutenção. Estive com o Ministro e notei que ele está sensibilizado com a situação e a favor de que a dragagem seja executada”, afirma Bacchieri.

Em Brasília, ele solicitou que seja realizada a dragagem de 3,5 milhões de metros cúbicos que está com o licenciamento aprovado pelo Ibama. “Com essa manutenção conseguimos equacionar o nosso calado, diminuindo o assoreamento e permitindo o uso do calado oficial do porto com tábua de maré em 0, ao contrário do que é hoje. Em Rio Grande, hoje os navios graneleiros precisam esperar as condições climáticas favoráveis para poderem sair do porto com segurança”, explica.

Durante o encontro com o ministro e com o deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), Bacchieri explicou as dificuldades impostas aos terminais marítimos e os possíveis impactos para a safra 2019 caso a dragagem não seja realizada até lá. “Estamos sob riscos iminentes de perdermos cargas, contratos e termos o nosso calado rebaixado. Isso é inconcebível pois não somente as empresas perderão como também os trabalhadores. Sem ou com menos cargas no porto, vagas de empregos podem ser fechadas”, explica Bacchieri.

O empresariado, através das entidades de classe e da Superintendência do Porto do Rio Grande, busca viabilizar a manutenção do canal de acesso com a retirada de 3,5 milhões de metros cúbicos, apenas uma parte do projeto aprovado e assinado em 2015. Naquela época, a Secretaria de Portos havia assinado um projeto para dragar 18 milhões de metros cúbicos ao custo de R$ 368 milhões. “É necessário que seja dragado com urgência esses três milhões. Após esse processo a Sperg deve licenciar a obra maior e garantir a sua execução”, conclui.  

 


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados