Clima

Calor acima de 33°C e temporais retornam ao Estado

As instabilidades ocorrerão de forma intermitente com maior potencial para a partir de quarta-feira até domingo

24 de Novembro de 2020 - 16h27 Corrigir A + A -
A tendência para o início de dezembro é de calor e umidade para o Estado com possibilidade de ocorrência de tempestades de forma isolada (Foto: Jô Folha - DP)

A tendência para o início de dezembro é de calor e umidade para o Estado com possibilidade de ocorrência de tempestades de forma isolada (Foto: Jô Folha - DP)

A última semana de novembro será marcada por vento, calor intenso e retorno de tempestades ao Rio Grande do Sul. A partir desta terça-feira (24) as tardes serão muito quentes com máximas acima de 33°C em diversas localidades e umidade relativa do ar abaixo de 20%.

A partir de quarta-feira o ar quente e úmido de noroeste e instabilidades geradas por uma frente fria vão trazer ao estado tempestades severas com chances de rajadas de vento, granizo e chuvas intensas. As instabilidades ocorrerão de forma intermitente com maior potencial para a partir de quarta-feira até domingo.

A tendência para o início de dezembro é de calor e umidade para o Estado com possibilidade de ocorrência de tempestades de forma isolada em todo o RS. Algumas podem vir acompanhadas de ocorrência de rajadas de vento, granizo e descargas elétricas atmosféricas.

Chuvas abaixo da média nos próximos meses

O mês de novembro está muito abaixo da média, com apenas 20 mm acumulados em Pelotas até a data deste boletim. As projeções climáticas mostram que para o mês de dezembro são esperados padrões de chuva mais próximos da média, mas com temperaturas acima do normal, o que mantém a evapotranspiração elevada. Janeiro e fevereiro pode haver uma pequena recuperação segundo alguns modelos, mas ainda há tendência para as chuvas serem irregulares com muitos dias secos.

Os padrões previstos de anomalias das chuvas combinados com anomalias de temperaturas indicam estiagem em todas as regiões do RS. Alerta-se para a necessidade de novamente controlar os recursos hídricos, mesmo em regiões onde os últimos meses apresentaram excessos. Esses padrões podem estar associado a formação da La Ninã a qual tem característica de diminuição dos volumes de precipitação na região Sul do Brasil e a Oscilação do Pacífico positiva que tende a anular os efeitos do fenômeno.

Este boletim foi elaborado de forma colaborativa entre equipe do CPPMet, PET Meteorologia,
professores, alunos de graduação e pós graduação em Meteorologia da UFPel inseridos no
projeto de ensino Bjerknes e o pós-doutorando do PPGMET, doutor Douglas Lindemann.

 


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