Covid-19

Brasil recebe primeiras doses pediátricas da vacina da Pfizer

Cerca de 1,2 milhão de doses do imunizante serão distribuídas para Estados e DF nos próximos dias

13 de Janeiro de 2022 - 12h21 Corrigir A + A -

Agência Brasil

Primeiro lote chegou ao Brasil na manhã de quinta-feira. (Foto: Myke Sena - MS)

Primeiro lote chegou ao Brasil na manhã de quinta-feira. (Foto: Myke Sena - MS)

Chegaram nesta quinta-feira (13), no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, no interior paulista, 1,24 milhão de doses da vacina contra Covid-19 para crianças do laboratório norte-americano Pfizer. O carregamento é o primeiro de três lotes que devem chegar ao Brasil até o fim do mês. Até o fim de março, o governo federal espera receber 20 milhões de doses de vacinas pediátricas.

A aplicação do imunizante da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos foi autorizada em dezembro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Com isso, o governo federal incluiu na semana passada o público dessa faixa etária na campanha de vacinação contra a Covid-19.

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga destacou que, apesar de recentes, essas vacinas têm sido aplicadas nos principais sistemas de saúde do mundo. “Essa aplicação começou no mês de novembro, sobretudo nos Estados Unidos. Mais de 8 milhões de doses foram aplicadas nos Estados Unidos, nas crianças de 5 a 11 anos, e não têm sido notificados eventos adversos maiores. Portanto, até o que sabemos, no momento, existe segurança atestada não só pela Anvisa, mas por outras agências regulatórias, para aplicação dessas vacinas”, disse, ao receber o primeiro lote de vacinas contra a Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos.

Variantes

Queiroga também destacou que a vacinação dos brasileiros contra a Covid-19 deixa o país preparado para enfrentar a variante Ômicron do coronavírus e outras que possam surgir no futuro. “Países que estão fortemente vacinados, como o Brasil, tem mais possibilidades, de passar pela variante Ômicron e outras variantes que surjam desse vírus que tem uma grande capacidade de gerar mutações”, afirmou.

Redução de mortes e internações

Queiroga destacou a importância da vacinação para evitar internações e agravamento da doença. “Aqueles que se internam nos hospitais e nas unidades de terapia intensiva, a grande maioria são de indivíduos não vacinados”, enfatizou. “Nós assistimos no Brasil, nos últimos seis meses, queda muito significativa de óbitos, fruto das políticas públicas e da campanha de vacinação”, acrescentou.

Por isso, o ministro pediu para aqueles que ainda não tomaram a segunda dose ou a de reforço para que procurem os pontos de imunização. “É necessário reafirmar a orientação para aqueles que não tomaram a segunda dose ou a dose de reforço, que procurem a sala de vacinação para completar o esquema de vacinal”, ressaltou.


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