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Bem-vindo à economia de pouco contato

É natural que, em meio a tantas dúvidas, as pessoas procurem por fontes confiáveis de notícias

20 de Setembro de 2020 - 09h11 Corrigir A + A -

Por: Redação
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Você já ouviu falar sobre a low touch economy, ou “economia de pouco contato”? Pois saiba que você já está vivendo nela.

Este é o nome dado à adaptação que os mercados se obrigaram a fazer aos novos comportamentos de consumo surgidos e acentuados durante a pandemia de coronavírus, norteada pela drástica redução da interação social e pela necessidade de regras de higiene mais rígidas.

Pense no quanto os últimos meses da sua vida foram disruptivos. A maneira como comemos, trabalhamos, compramos, nos exercitamos, administramos nossa saúde, socializamos e passamos nosso tempo livre vem passando por transformações sem precedentes, e numa velocidade vertiginosa.

De acordo com o estudo Welcome to the Low Touch Economy, da empresa de design de negócios e estratégia de inovação Board of Inovation, uma queda acentuada e semprecedentes na demanda por produtos e serviços terá efeitos profundos na cadeia de valor.

Exemplo:

Visitas a restaurantes caem quase a zero - > menor consumo de álcool - > cervejarias diminuem suas vendas - > agricultores também perdem receita.

Aplique essa linha de raciocínio à infinidade de indústrias que foram impactadas e você terá um vislumbre do tamanho do estrago.

Algumas dessas empresas podem até falir, ocasionando mais desemprego e, consequentemente, levando a uma demanda ainda menor no mercado. Esse é o círculo vicioso de uma recessão, o qual só pode ser rompido por um grande estímulo fiscal e / ou monetário.

Os efeitos da pandemia de coronavírus na prática

A Board of Inovation fez uma análise sobre o impacto da Covid-19 em diferentes indústrias: turismo, esportes, música, automotiva, bebidas alcoólicas, varejo (não alimentícios) e farmacêutica.

A análise estabeleceu escalas de impacto - variando entre MUITO ALTO e BAIXO - a cinco requisitos aplicados a essas indústrias:

- Grandes aglomerações são essenciais.
- Interação humana próxima é essencial.
- A higiene (ou a percepção dela) é fundamental.
- Depende de viagens (negócios e lazer).
- O serviço ou produto é adiável ou dispensável.

A análise do impacto para cada uma das indústrias foi a seguinte:
- Turismo: MUITO ALTO
- Esportes: ALTO
- Música: ALTO
- Automotiva: ALTO
- Bebidas alcoólicas: MÉDIO
- Varejo (não-alimentícios): MÉDIO
- Farmacêutica: BAIXO

O que podemos esperar da low touch economy?

Especialistas em análises comportamentais e de mercado vêm emitindo opiniões diversas - desde apocalípticas até otimistas - para os efeitos do coronavírus na sociedade e na economia.

De forma bastante superficial, podemos fazer a seguinte divisão: negócios cuja geração de receita depende da interação presencial estão com a corda no pescoço, enquanto que os que operam suas vendas no ambiente virtual vivem um momento repleto de oportunidades.

Mas sabemos que, atualmente, análises preto no branco - como a citada acima - não servem para muita coisa. Há muitas áreas cinzentas nessa abordagem simplista. Nem todos os negócios presenciais estão fadados à falência, pois muitos deles vêm migrando com sucesso para o virtual, ao passo que inúmeras empresas on-line de atuação mediana estão se afogando no tsunami da concorrência acirrada.

Resiliência e capacidade de adaptação são as principais características atribuídas aos sobreviventes da crise.

O que os negócios precisam entender sobre a economia de pouco contato.

Este é o ponto central: na low touch economy, o fluxo de capital não depende do contato direto entre as pessoas. A partir de agora, cada planejamento de novo negócio ou adaptação de estruturas consolidadas deve ter esse conceito como farol para as suas iniciativas.

Pilares básicos como a alimentação, a manutenção da saúde, a moradia e o vestuário continuarão reinando, enquanto houver pessoas aptas a pagar por eles. Ao mesmo tempo, é provável que entre os negócios presenciais haja alternâncias entre lockdowns e reaberturas, por um espaço de tempo que ainda não pode ser determinado.

A essa equação devem ser somados os fatores-chave da low touch economy: a drástica redução das interações sociais e a exigência por normas de higiene cada vez mais rígidas.

Ao que parece, o principal desafio dos negócios na atualidade é encontrar novas formas de entregar aquilo que as pessoas continuam procurando - e, por “novas formas”, entenda-se como adequadas às exigências de isolamento e higiene.

Qual é o lugar que o Diário Popular ocupa na nova realidade?

Mesmo em meio a todo esse caos, algumas coisas não mudam. No ambiente on-line, as pessoas continuam tendo a informação / aprendizado e o entretenimento como objetivos principais de suas buscas.

Com o isolamento social, essas intenções de pesquisas na internet cresceram exponencialmente. É natural que, em meio a tantas dúvidas, as pessoas procurem por fontes confiáveis de notícias.

Neste momento, o clima entre a equipe do DP é um misto de gratidão e sensação de dever cumprido. Temos a sorte de operar em um mercado que já consolidou sua transição para o digital e, ao mesmo tempo, reconhecemos que o nosso sucesso on-line não veio à toa: ele é fruto de trabalho sério e olhar atento.

De 1998 para cá - ano em que estreamos a presença virtual com a primeira versão do site -, nosso portal de notícias e redes sociais nunca pararam de crescer em termos de visitantes, seguidores, assinantes e parceiros comerciais.

Apesar de o cenário estar em constante mutação, temos a certeza de que, no ambiente on-line, nossa linha de crescimento continuará apontando para cima.


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