Despedida

Astrologia pelotense perde Titê

Astróloga morreu na quinta-feira em Florianópolis, Santa Catarina, onde residia; sepultamento ocorreu na mesma cidade

31 de Julho de 2020 - 15h32 Corrigir A + A -

Por: Ana Cláudia Dias
anacl@diariopopular.com.br 

Titê era astróloga há 37 anos (Foto: Infocenter DP)

Titê era astróloga há 37 anos (Foto: Infocenter DP)

Admiradores dos estudos astrológicos perderam nesta quinta-feira uma grande referência em Pelotas, a astróloga Ierecê Cheffe, mais conhecida como Titê, 63. A morte ocorreu em Florianópolis, Santa Catarina, onde morava, em decorrência de uma parada cardíaca, às 7h da manhã. O sepultamento ocorreu na mesma cidade, na tarde desta quinta-feira (30).

Há 37 anos, Titê se dedicava ao estudo da astrologia, o que lhe rendeu reconhecimento pela seriedade com que desenvolvia seu trabalho. No Diário Popular foi colunista fixa entre os anos de 2001 e 2002 do caderno @dolescendo.com, onde escrevia o horóscopo semanal.

Além desta passagem pelo jornal, era sistematicamente consultada quando o assunto era previsões astrológicas. Apesar de morar em Santa Catarina costumava vir a Pelotas e Rio Grande, onde desenvolvia grupos de estudos e mantinha agenda de consultas sobre mapa astral.

Filha de Ibrahin Atala cheffe e Ruth Moreira cheffe, ambos falecidos, era irmã de Andiara e Morezy Moreira Cheffe. A pelotense deixou a filha Yanah, 20.

A produtora cultural Aline Maciel conta que conheceu a Titê, por volta de 1995 através de amigos em comum. "E ficou nisso: apenas um nome e a fama de ser uma astróloga f... ", comenta.

Só em 2003 Aline fez o primeiro mapa astral com Titê. "Algo revelador, de verdade. Vim de Santa Maria para a consulta, gravada numa fita k7 que tenho até hoje." Quando voltou a morar em Pelotas e passou a se e envolver com atividades culturais no município, Aline convidou a astrólogo para fazer uma conversa sobre o Astrologia na extinta Casa Do Joquim, há dez anos, o que el aaceitou prontamente.

As participações de Titê se seguiram, posteriormente, no Piquenique Cultural, outro projeto de Aline. "Ela estava lá e nas primeiras quatro edições pelo menos esteve junto com as conversas astrológicas, sorrisos abertos e bons momentos. Depois, sempre prestigiando e dando força. Saudades desses tempos", escreveu em seu perfil no Facebook.

Para Aline ficaram as conversas reconfortantes, as palavras de otimismo e amor. "Grande mestra. Fica a saudade. Ficam os aprendizados."


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