Arquidiocese de Pelotas realiza procissão sem aglomerações

Ação se deu como encerramento de maio, o mês de Maria

30 de Maio de 2020 - 18h36 Corrigir A + A -
Na passagem os fiéis puderam se aproximar para acolhida das bênçãos, mas sem aglomeração.  (Foto: Jô Folha - DP)

Na passagem os fiéis puderam se aproximar para acolhida das bênçãos, mas sem aglomeração. (Foto: Jô Folha - DP)

Com respeito às recomendações, mas sem deixar a fé de lado. A Arquidiocese de Pelotas realizou na tarde deste sábado uma procissão “extra” da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, com saída da Catedral Metropolitana de São Francisco de Paula e paradas em diversos pontos religiosos e médicos da cidade.

Por conta da pandemia, a procissão teve apenas dois carros: um com o Quadro-Imagem com o arcebispo Dom Jacinto Bergmann e outro com o sistema de som. Na passagem os fiéis puderam se aproximar para acolhida das bênçãos, mas sem aglomeração. 

De acordo com o vigário geral da Arquidiocese de Pelotas, padre Luiz Baori, a iniciativa virou realidade através de duas motivações. A primeira tem a ver com o calendário: na fé católica, maio é considerado o mês de Nossa Senhora. “Temos em Maria uma intercessora junto ao Pai, então pedimos a ela nesse período tão difícil que estamos passando. É a visita da mãe, é a ela que socorremos nessas horas difíceis. É um consolo nessa situação.” 

A segunda também diz respeito à pandemia: desde o dia 17 de março, templos religiosos estão fechados, via decreto municipal, como medida de contenção do novo coronavírus. Foi também, então, para não deixar os fiéis desamparados, que se optou pela procissão que passou pelas 12 paróquias de Pelotas e ainda pelos hospitais da cidade.

Futuro

Atualmente, por determinação do município, as missas em Pelotas têm sido realizadas de maneira interna, apenas com a participação dos ajudantes. O órgão trabalha com a possibilidade de, a partir do próximo final de semana, voltar a receber os fiéis em grupos de até 30 pessoas.

Tudo será feito com muita responsabilidade, salienta o padre Luiz Baori. Ele conta que uma reunião por videoconferência foi realizada recentemente com representantes médicos e jurídicos para que afinar os termos a fim de que o retorno respeite todas as recomendações. “Existe um protocolo que vamos obedecer. Gradualmente voltaremos e, se lá diante houver um retrocesso, vamos fechar totalmente de novo.”

Além das missas internas e da procissão, a Arquidiocese tem realizado ações voltadas à caridade em todas as casa paroquiais. Em todas elas foram formadas bancas que recebem alimentos, roupas e materiais de higiene. Tudo é posteriormente entregue à doação. “São coisas que sempre fizemos, mas que aumentamos agora”, finaliza o padre Luiz Baori.

 


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