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Apenas 21,8% dos brasileiros viajaram no 3º trimestre de 2019

Suplemento de turismo da Pnad/IBGE mostra que a falta de dinheiro foi o principal motivo alegado

12 de Agosto de 2020 - 23h07 Corrigir A + A -

Agência Brasil

Carro se destaca entre os meios de deslocamento (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom - Agência Brasil)

Carro se destaca entre os meios de deslocamento (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom - Agência Brasil)

O suplemento de Turismo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad 2019), divulgado nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que do total de 72.533 domicílios visitados no terceiro trimestre do ano passado, em apenas 21,8% (15.841) algum morador fez pelo menos uma viagem no período de referência. Dos que realizaram viagens, 48,8%, ou o equivalente a 2.816 domicílios particulares permanentes, tinham renda nominal per capita, isto é, por individuo, de quatro ou mais salários mínimos.

Em 78,2% (56.692) dos domicílios não ocorreram viagens. Desses, 46.985 apresentavam renda inferior a dois mínimos. Dos 15.841 domicílios em que houve viagens no terceiro trimestre de 2019, 75,5% dos moradores (11.966) fizeram uma viagem no período, seguidos de 13,3% (2.143) com duas viagens no período pesquisado.

Os principais motivos alegados para nenhum morador do domicílio ter viajado no período foi a falta de dinheiro (48,9%), falta de tempo (18,5%) e não ter necessidade (13,5%). Mas enquanto a não disponibilidade de dinheiro foi admitida por 64,7% de moradores com renda inferior a meio salário mínimo, 55,5% entre meio mínimo e menos de um e 43,5% de um a menos de dois, a falta de tempo foi alegada por 32,4% dos que ganham de dois mínimos a menos de quatro e por 39,1% dos que recebem quatro ou mais salários.

Saiba mais

Do total de 21.446 viagens realizadas pelos moradores no terceiro trimestre do ano passado, 96,1% foram para o território nacional (20.617) e apenas 3,9% para o exterior (829).

Para 18.541 moradores (86,5%), a finalidade da viagem foi pessoal, contra 2.904 (13,5%) que tiveram motivação profissional.

Visita a parentes ou amigos constituíram os principais motivos para as viagens de caráter pessoal, com 36,1% e 31,5% das respostas.

Os tipos de lazer que predominaram entre os moradores que viajaram no terceiro trimestre de 2019 foram sol e praia (34,3%), cultura (27,2%) e natureza, ecoturismo ou aventura (25,6%).

O maior percentual dos que escolheram a cultura como motivo para viajar foi encontrado entre os percebem quatro ou mais salários (34,4%).

Entre os que optaram pelo sol e praia, os maiores percentuais foram encontrados entre moradores com renda nominal per capita de meio a menos de um mínimo (39,6%) e de dois a menos de quatro (37,1%).

Entre aqueles que viajaram por motivo pessoal, 52,2% escolheram se hospedar na casa de amigos ou parentes.

Para os moradores que viajaram por razões profissionais, 45,8% optaram por ficar em hotéis ou flats.

O principal meio de transporte utilizado para as viagens pessoais e profissionais foi o carro particular ou da empresa (46,6%), dos quais 47,6% fizeram essa opção para viagens pessoais e 40,4%, profissionais.

O avião aparece em segundo lugar para os viajantes profissionais (30,5%), enquanto os viajantes pessoais preferiram o ônibus de linha (16,7%).

As unidades da Federação mais procuradas para viagens nacionais no período analisado foram São Paulo (18,9%), Minas Gerais (12,8%), Bahia (8,7%), Rio Grande do Sul (6,7%), Rio de Janeiro (5,6%) e Paraná (5,4%).


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