Sem destino

Antigo prédio da Smed segue com futuro indefinido

Dois anos após incêndio, o espaço, que faz parte do inventário da cidade, deverá passar por alienação

22 de Fevereiro de 2021 - 08h30 Corrigir A + A -
Em recuperação.  Escoramento da estrutura tem o objetivo de garantir segurança ao local até que receba um destino. (Foto: Jô Folha - DP)

Em recuperação. Escoramento da estrutura tem o objetivo de garantir segurança ao local até que receba um destino. (Foto: Jô Folha - DP)

Dois anos após incêndio que o consumiu internamente o antigo prédio da Secretaria Municipal de Educação e Desporto (Smed) segue em obras. Localizado na esquina das ruas General Neto e Padre Anchieta, o bem público, que faz parte do inventário de Pelotas, deve ir à leilão assim que os trabalhos forem concluídos.

O incêndio começou na madrugada do dia 24 de fevereiro de 2019, por motivos não esclarecidos. Um caminhão de bombeiros chegou ao local às 2h e controlou o fogo inicial. Entretanto, às 10h o fogo voltou a subir, desta vez com muito mais intensidade. A corporação então voltou ao local em três caminhões para apagar as chamas que, ao fim, acabaram por comprometer toda a estrutura interna do prédio, construída à base de madeira. Os trabalhos para a recuperação do espaço tiveram início na sequência e, dois anos depois, ainda não se encerraram.

O prédio, que foi pertencente a João Simões Lopes, o Visconde da Graça, e já sediou a Bibliotheca Pública Pelotense (BPP), estava desativado desde 2016, quando a Smed se mudou para a Praça 20 de Setembro - de acordo com o titular da pasta à época, Artur Corrêa, os problemas estruturais foram um dos motivos para a realocação. O espaço, pertencente ao inventário de Pelotas, entrou em abril de 2019 na lista de alienações da prefeitura, sendo submetido a leilão - ainda não ocorrido.

Em contato com o Diário Popular, o Executivo comunicou que o trabalho feito, com investimento de R$ 90.863,08, é o de escoramento, com o objetivo de garantir a segurança do local até que encontre um destino para o prédio. Após a recuperação, o objetivo segue sendo a alienação. O valor estimado, de acordo com avaliação feita pela Comissão de Avaliação de Bens Imobiliários (Cabi), é de R$ 1,6 milhão. O projeto de lei para que o bem público seja leiloado está na fase final de elaboração para ser enviado à apreciação da Câmara de Vereadores.

Tapumes

Apesar de necessários para evitar maiores problemas, os tapumes que cercam o prédio não deixam de representar riscos a quem por lá passa há dois anos. Para desviá-los, é necessário por vezes caminhar por dentro de uma via movimentada. Entretanto, a situação deverá permanecer sem alterações pelas próximas semanas.

De acordo com a Smed, não há uma estimativa para a retirada dos tapumes. Em nota, a secretária Adriane Silveira explicou que a presença deles é essencial para a segurança, não sendo possível se desfazer da estrutura até que o destino do prédio esteja definido e o novo proprietário realize as reformas que serão necessárias para utilização do espaço.


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados