Rubro-negro

Xavante do povo

Ingresso mais barato resgata clima de caldeirão no Bento Freitas e alimenta o sonho dos rubro-negros na Série B

07 de Setembro de 2019 - 12h50 Corrigir A + A -

Por: Henrique Risse
esporte@diariopopular.com.br 

Público foi mas vibrante nos últimos jogos. (Foto: Jô Folha - DP)

Público foi mas vibrante nos últimos jogos. (Foto: Jô Folha - DP)

Há pouco mais de um mês, às vésperas do confronto com o Vitória, a diretoria xavante anunciou mais uma promoção de ingressos. E o que parecia ser apenas um modo de aumentar o público do estádio Bento Freitas virou algo muito maior. Uma parcela da torcida, que há tempos estava afastada dos jogos, pôde se fazer presente mais uma vez. Como nada é por acaso, foi a partir desse jogo que o rubro-negro colocou fim à sina de não vencer em casa, emendou quatro vitórias consecutivas e até já sonha com uma campanha razoavelmente tranquila na Série B do Campeonato Brasileiro.

Os ingressos a R$ 10,00 - nas modalidades Xavante Solidário e Promosócio - não resultaram em um aumento significativo de público. Contra o Operário, no dia 8 de junho, 3.952 torcedores foram ao estádio, sendo 3.237 pagantes. O maior público até aqui foi na vitória por 1 a 0 sobre a Ponte Preta, no dia 27 de agosto, quando 4.283 pessoas, com 3.525 pagantes, empurraram a equipe. O público não aumentou muito, é verdade, mas a atmosfera dentro do estádio foi completamente diferente. Além da Ponte Preta e do Vitória, São Bento e Londrina também sentiram na pele o que uma Baixada pulsante pode fazer.

"Eu sempre tive a preocupação que o ingresso a R$ 10,00 não ficasse linkada a uma dificuldade. A gestão não pode ser feita no desespero, ela precisa ser feita em cima de números, de cálculos, visão de negócio, busca de oportunidades. A perda daquela parte da arquibancada da Juscelino Kubitschek também moveu um pouco a minha opinião sobre o aspecto do valor do ingresso, porque ele nos dá um entendimento que se a gente conseguisse retomar uma condição de dois mil, dois mil e quinhentos ingressos por jogo, tu daria esse calor no estádio, mesmo sem aquela parte da arquibancada. Mantendo os R$ 30,00, a gente tinha uma média de 300, 400 ingressos vendidos", analisou o diretor executivo Edu Pesce.

Para o dirigente, o principal desafio no momento é manter o ingresso com um valor mais acessível. Em um futuro próximo, com a reforma do Bento Freitas já concluída, a ideia é ter setores no estádio com valores mais baixos. "Manter o ingresso a R$ 10,00 é um desafio muito grande, talvez com o estádio pronto trabalhar com setorização seja um caminho interessante para seguir. Áreas determinadas, com ingresso bem mais acessível. Mas hoje, no nível que estamos trabalhando, é um desafio o clube trabalhar com ingresso nesse valor."

Por isso tudo, talvez o grande presente que o Grêmio Esportivo Brasil ganhou neste seu 108º aniversário, celebrado neste sábado (7), seja a volta de uma parcela da torcida que estava afastada do Bento Freitas. "Conversamos internamente sobre isso, inclusive. Todo mundo tem esse entendimento no departamento de futebol, na comissão técnica. Por isso eu digo que ele se torna um desafio. A gente precisa fazer o nosso associado perceba essa diferença do clima no Bento Freitas. A importância dele seguir pagando a mensalidade e nos permitir possibilitar que outras pessoas possam continuar vindo no estádio", finalizou Edu Pesce.


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