Série B

Verdadeira incógnita

Adversário do Brasil nesta quarta, Confiança sofre com desfalques e oscilações constantes de rendimento

29 de Setembro de 2020 - 10h59 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Técnico Daniel Paulista terá que montar um quebra cabeça novamente para escalar a equipe (foto: Mikael Machado - AI Confiança)

Técnico Daniel Paulista terá que montar um quebra cabeça novamente para escalar a equipe (foto: Mikael Machado - AI Confiança)

Não há como cravar qual equipe entrará em campo com a camisa do Confiança, nessa quarta-feira (30) às 16h30min, pela 12ª rodada da Série B, contra o Brasil, na Arena Batistão. Diante da Ponte Preta, no domingo, o técnico Daniel Paulista não pôde contar com oito atletas devido a Covid-19. A tendência é que eles sigam de fora para o confronto contra o Xavante.
Desta maneira, a escalação dos mandantes virou uma incógnita. A única certeza é o retorno de Matheus Mancini, zagueiro titular, que jogará ao lado de Nirley, ex-Brasil.

Fator casa
Dos 11 pontos conquistados na Série B, o Confiança somou nove em casa. É o 10º melhor mandante do campeonato, ficando uma posição à frente do Rubro-negro. São cinco vitórias, dois empates e três derrotas, com sete gols marcados e cinco sofridos.

O clima é um aliado do time sergipano contra o Xavante. O Brasil deixou Pelotas com 15ºC graus e quando entrar em campo no Batistão deverá encarar um calor de mais de 30ºC graus.

Tática
Apesar da escalação não ser previsível, é possível apontar qualidades e defeitos bem claros na equipe do técnico Daniel Paulista. O esquema tático pouco varia, independentemente dos atletas. O Confiança atua no 4-3-3 com a bola e se defende no 4-1-4-1.

Quando ataca é um time que busca chegar com velocidade pelos lados e atacar a área com bastante gente. Não costuma construir desde a defesa com paciência, prefere buscar a ligação direta para o centroavante Bruno Pereira, de 1,89 de altura, e disputar a segunda bola.

Os laterais também costumam ter liberdade para atacar e, geralmente, o Dragão joga com pontas invertidos para trazer a bola para o meio e finalizar. A finalização, aliás, é um quesito em que o time sergipano apresenta defeito. A equipe chuta 10,8 vezes por partida e converte 8% em gols. Já o Brasil, por exemplo, chuta 6 vezes por jogo e converte 13%.

Funil livre
Defensivamente o Confiança marca no 4-1-4-1 com perseguições bem longas. Isso gera dois grandes problemas defensivos e faz o Dragão ter uma das piores defesas da Série B, tendo sofrido 14 gols.
O primeiro é que os encaixes quase individuais deixam a frente e a entrada da área - chamada de zona do funil - expostas. Isso ocorre porque o primeiro volante e os meias acabam perseguindo os adversários e não mantendo linha. Os rivais encontram com facilidade opções de passe nessa área, seja para finalizar ou para dar uma assistência para os atacantes.

O segundo é que os encaixes longos facilitam o tradicional 2x1. Ou seja, a tabela rápida que visa atrair o adversário e explorar o espaço deixado por ele as suas costas.

Deslocamento
O Xavante viajou nesta segunda-feira (28) à tarde para Porto Alegre e nessa terça pela manhã pegará voo para Aracaju. Para a partida, o técnico Hemerson Maria poderá ganhar dois reforços do Departamento Médico. São eles os atacantes Danilo Gomes e o centroavante Dellatorre.


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