Série B

Um nove protagonista

No novo modelo ofensivo do Brasil, Dellatorre ganha sequência e se torna peça chave na mecânica rubro-negra

26 de Novembro de 2020 - 10h03 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Atacante marcou dois gols e deu uma assistência em cinco jogos com Tencati (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Atacante marcou dois gols e deu uma assistência em cinco jogos com Tencati (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Contexto. Uma simples palavra, mas que tem um significado enorme no futebol. É o contexto que explica a evolução do atacante Guilherme Dellatorre com a camisa do Brasil e como ele está se tornando um protagonista dentro do novo modelo de jogo rubro-negro.

Antes contestado e com atuações irregulares - como o próprio atacante reconheceu ao afirmar que Luiz Henrique e Poveda vinham desempenhando melhor suas funções dentro de campo em entrevista ao Diário Popular -, a partir da mudança de modelo de jogo do Brasil, Dellatorre passa a virar uma peça importante no ataque. Ele vem em uma crescente técnica e contra o CRB foi muito acionado, seja na disputa da primeira bola ou para fazer o apoio na construção.

Tornou-se um jogador fundamental na maneira do Brasil atacar, já que o Xavante busca, na maioria das vezes, esse passe vertical por dentro e a finalização em poucos toques. A missão é Dellatorre escorar para quem vem de trás em velocidade, girar e ligar os extremas. Disputar a primeira bola quando o Brasil não consegue construir de trás e, claro, ser a referência dentro da área na hora de finalizar as jogadas.

Dentro das ideias do técnico Cláudio Tencati, Dellatorre se classifica como uma espécie de falso 9. A liberdade para buscar o jogo é uma função que agrada o centroavante.

“Nessa função mais preso aos zagueiros a gente fica mais ansioso para receber a bola, não é uma função que eu gosto de fazer, a de um 9 clássico. Mas essa que eu posso me movimentar junto com o Matheus, quando ele vai para um lado, eu tento procurar um outro espaço e isso dá mais opção para entrar o passe. Hoje quando eu recebo tento virar e buscar os extremas”, analisou Dellatorre.

O atacante também justifica a evolução no rendimento pela confiança passada por Tencati. Em cinco partidas sob novo comando, ele fez dois gols e deu uma assistência. Sem contar que aumentou bastante o número de participações durante o jogo. Contra o CRB foram 38, mais que os pontas Bruno José e Jarro.

“Sempre estava trabalhando e procurando espaço, a oportunidade do Tencati me ajudou bastante, pois eu estava pronto. Ele conversou comigo e me passou tranquilidade, pois eu me cobrava pela falta de gols”, afirmou.


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