Após abordagem da BM

Torcedor xavante agredido em Porto Alegre segue internado em estado grave

Raí Duarte passou por duas cirurgias e ficará sedado até sexta-feira (6). Família pede doações para despesas de deslocamento e hospedagem

03 de Maio de 2022 - 15h30 Corrigir A + A -
Ele foi retirado por policiais de um dos ônibus de excursão de rubro-negros, do lado de fora do estádio Francisco Noveletto, depois da partida do último domingo (Foto: Reprodução)

Ele foi retirado por policiais de um dos ônibus de excursão de rubro-negros, do lado de fora do estádio Francisco Noveletto, depois da partida do último domingo (Foto: Reprodução)

O torcedor xavante Raí Duarte continua internado em estado grave no Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre, após ter sido agredido por policiais na noite de domingo (1º), dia do jogo entre Brasil e São José, pela Série C. Encaminhado ao atendimento com o intestino rompido e hemorragia interna, ele passou por duas cirurgias e ficará sedado, a princípio, até a próxima sexta-feira (6).

A família de Raí e vários grupos de torcedores rubro-negros pedem, por meio das redes sociais, auxílio financeiro para custear deslocamentos e hospedagem na capital. O Pix pra doação é o CPF 550.289.420-72, no nome da mãe, Marta Moraes Cardoso. Em nota publicada nos perfis oficiais do clube, o Xavante diz “acompanhar com atenção” o estado de saúde do torcedor, reiterando que “não apoia nenhum tipo de violência e busca junto às autoridades a compreensão dos fatos”.

Depois da confusão nas arquibancadas do estádio Francisco Noveletto, policiais entraram em um dos ônibus de excursão de xavantes e retiraram Duarte. Mais tarde, ele precisou ser deixado no hospital, já com as graves lesões citadas.

Em contato com a reportagem do Diário Popular, a mãe de Raí, Marta, relatou a situação do filho e disse: “O médico falou que ele pode ter até batido a cabeça, mas diz que não fez trauma. Aí eu corrigi dizendo que a Brigada bateu nele. Ele não pode ter batido a cabeça sozinho”.

BM abriu inquérito

A Brigada Militar instaurou um processo interno de investigação para avaliar a conduta dos profissionais envolvidos nas ações durante e depois do empate por 1 a 1 no bairro Passo D’Areia.

“Não foi usada arma de fogo nem munição menos letal, apenas spray de pimenta, que é uma arma para controle civil. Não houve utilização de qualquer tipo de armamento. Com base no relato que foi feito nas mídias sociais e nos vídeos que circulam, foi decidida a instalação do inquérito”, disse o tenente coronel Luis Felipe Neves Moreira, do 11º Batalhão da Polícia Militar, ao DP.


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