Copinha

Sequência e gols

Com quatro gols em quatro jogos, Giovane Gomez vibra com oportunidade e desempenho na largada da Copinha

08 de Setembro de 2019 - 21h13 Corrigir A + A -
Giovane (E) comemora boa fase  (Foto: Jô Folha - DP)

Giovane (E) comemora boa fase (Foto: Jô Folha - DP)

A responsabilidade de marcar gols recai sobre os ombros do centroavante. Quando ele não empurra a bola para as redes, a pressão é grande. Quase todo o camisa 9 passou por esta fase: lesões, falta de pontaria e descrédito. Giovane Gomez viveu intensamente os dois lados da moeda. Dos gols importantes, aos períodos de seca. Foi criticado, sofreu com dores musculares, quase deixou o Pelotas e deu a volta por cima. Em quatro jogos na Copinha, o atacante marcou quatro gols e mostrou sua importância para o time de Felipe Endres.

"Para mim é gratificante, é um momento que eu estava esperando. Sabia que essa hora iria chegar, tenho a confiança do grupo e do próprio treinador Felipe e sou um jogador que treina muito. Acaba o treino e sempre faço um algo a mais, treino finalização, faço uma academia, me reforço, pra sempre estar pronto. Estou sendo feliz com a oportunidade", comentou o jogador.

Em muitos momentos, Giovane foi protagonista de gols decisivos com a camisa áureo-cerúleo. Contra o Inter-SM, no ano passado, o centroavante marcou o primeiro da vitória por 2 a 0, no jogo de ida das semifinais e que valia o acesso à elite do futebol gaúcho. Antes disso, nas quartas, Gomez entrou e marcou o segundo da vitória por 3 a 0. Naquele momento, o Pelotas estava sendo eliminado.

"Um outro (gol importante) foi em uma partida contra o Grêmio pela Copinha, em 2017. Estávamos saindo fora, em pleno Dia dos Pais, e eu fiz um gol no último lance, garantindo a classificação", recorda. Na oportunidade, o Pelotas era treinado por Thiago Gomes e o Grêmio, curiosamente, por Felipe Endres. Hoje, os papéis estão invertidos nos dois clubes.

Ainda em 2018, Giovane viveu um momento ruim com o Pelotas na Copinha, na lamentada eliminação para o Real. Havia recuperado a titularidade nas partidas decisivas da Série A2, mas acabou prematuramente a temporada com o Lobo. O fato gerou uma série de mudanças na direção e Gomes quase deixou o clube.

"Então, tive algumas proposta pra sair. Quem realmente apostou em mim foi o Rafael Farias, que me deu a confiança dele e apostou em mim, no meu trabalho. Eu também estava desacreditado na torcida e não queria ficar assim, tinha que dar a volta por cima. Acredito no meu potencial e sei que tenho qualidade pra isso", avalia.

No Gauchão, mais um percalço: uma lesão na coxa direita na partida contra o São Luiz, pela terceira rodada, atrapalhou as perspectivas do camisa 9. Foi um momento difícil, assim como a lesão no joelho direito em 2016, que obrigou o jogador a ficar longe dos gramados por uma temporada.

Com a boa arrancada na Copinha, as lembranças voltam para mostrar que o jogador conseguiu voltar ao caminho das redes. "Confesso que fiquei um pouco ansioso. O número 9, o centroavante, vive de gols. Então eu tinha de fazer. Acho que o que me abalou foi essa ansiedade de querer fazer o gol logo, mas tudo é no tempo certo, no tempo de Deus, e Ele está me abençoando", agradeceu.

No time de Endres, Gomez é fundamental para atrair a marcação adversária. Além dos quatro gols marcados nos quatro primeiros compromissos do Pelotas na Copinha, o jogador é indispensável para que a mecânica ofensiva áureo-cerúlea seja efetiva.

"Tenho uma participação que vai além de fazer gol. A movimentação é mais para abrir espaços pra infiltrações dos atacantes. É algo que treinamos bastante, a parte ofensiva nas movimentações", admitiu o jogador, que marcou contra o 12 Horas, na estreia, e incríveis três vezes contra o União Harmonia na última rodada.


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