Série B

Sem sentir saudades

Números do goleiro Carlos Eduardo são superiores aos de Eduardo Martini e Marcelo Pitol defendendo o Brasil na Série B do Brasileiro

17 de Setembro de 2019 - 15h28 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Carlos Eduardo é um dos melhores goleiros nesta metade de Série B (Foto: Carlos Insaurriaga/GEB)

Carlos Eduardo é um dos melhores goleiros nesta metade de Série B (Foto: Carlos Insaurriaga/GEB)

Ninguém irá apagar a história que Eduardo Martini e Marcelo Pitol fizeram no Bento Freitas. Principalmente o primeiro, com atuações memoráveis nos acessos das Séries D e C do Brasileiro. Só que o ponto de interrogação do início da temporada - quando a direção xavante resolveu confiar em Carlos Eduardo -, se ambos deixariam saudades na Baixada, não existe mais. A resposta depois de 22 jogos da Série B é não. Carlos Eduardo assumiu a camisa 1 com autoridade. Tanta autoridade, que os números mostram que o jovem arqueiro está realizando uma campanha superior à dos ex-companheiros.

Aos 27 anos, e na primeira temporada como titular de uma equipe profissional, Carlos Eduardo pode ser considerado o melhor goleiro da Série B. É o arqueiro mais exigido da competição. O Xavante sofreu cem finalizações no gol. Desses chutes, 77 foram defendidos por Carlos Eduardo, o goleiro que fez mais defesas na Série B. Um índice ainda mais importante é o de defesas por reflexo. Cadu tem 49,35% de aproveitamento. É o segundo melhor da competição, ficando atrás apenas de Victor, do Cuiabá, com 50% em 21 jogos. Em comparação a Eduardo Martini e Pitol, o número impressiona ainda mais. Quem chegou mais perto desses scouts foi Pitol nos 26 jogos que fez em 2017, quando assumiu a titularidade rubro-negra, tendo 44,44%. No ano passado, quando foi titular, e talvez o melhor jogador do Xavante na Série B, Pitol foi o 18º no ranking de defesa por reflexo, com 35,83%. Já Eduardo Martini, lá em 2016, teve apenas 28,07%.

Outro ponto que demonstra o alto nível de Carlos Eduardo é que o Xavante de 2019 mostra-se mais frágil defensivamente que as equipes anteriores. Em 2016, ano de estreia do rubro-negro na competição, o Xavante levou apenas 3,9 finalizações no gol por partida. Este ano, em 22 jogos foram 4,5. Caso o rubro-negro mantenha o padrão defensivo, chegará ao fim da Série B com 7,6 chutes ao gol por rodada. Número altíssimo. Em 2017, o time pelotense apresentou índice parecido. Pitol sofreu 4,5 chutes por jogo e fez 3,29 defesas por minuto. Cadu fez 3,23 defesas durante uma partida, em média.

No ano passado, Pitol sofreu 154 chutes em 37 jogos. Uma média de 4,16, e defendeu 120. Mantendo a média, Carlos Eduardo deve terminar a Série B com 130 defesas, um número que o colocará entre o 1º ou o 2º arqueiro que mais realizará defesa na competição, tendo em vista que nos anos anteriores os líderes ficaram nessa margem.

Os dados

2019
Carlos Eduardo - 22 jogos
1º chutes sofridos: 100
1º defesas: 77
6º defesas por minuto: 3,23
2º defesas por reflexo: 49,35%

Média de chutes sofridos: 4,5

2018
Marcelo Pitol - 37 jogos
6º chutes sofridos: 154
6º defesas: 120
13º defesas por minuto: 3,02
18º defesas por reflexo: 35,83%

Média de chutes sofridos: 4,16

2017
Marcelo Pitol - 26 jogos
12º chutes sofridos: 119
12° defesas: 90
8º defesas por minuto: 3,29
6º defesas por reflexo: 44,44%

Média de chutes sofridos: 4,5


Eduardo Martini - 12 jogos
22º chutes sofridos: 53
22º defesas: 33
19º defesas por minuto: 2,58
Defesas por reflexo: fora do ranking

Média de chutes sofridos: 4,4

2016
Eduardo Martini - 37 jogos
6º chutas sofridos: 146
5º defesas: 114
16º defesas por minuto: 3,16
20º defesas por reflexo: 28,07%

Média de chutas sofridos: 3,9

 

 

 


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