Série B

Rogério Zimmermann deixa o Brasil mais uma vez

Rogério Zimmermann pede demissão e encerra sua quarta passagem pelo Xavante

09 de Julho de 2019 - 19h02 Corrigir A + A -

Por: Henrique Risse
esporte@diariopopular.com.br 

RZ vai conceder entrevista coletiva nesta quarta-feira (10). (Foto: Carlos Queiroz - DP)

RZ vai conceder entrevista coletiva nesta quarta-feira (10). (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Tinha tudo para ser mais uma terça-feira normal no estádio Bento Freitas. Mas logo no início da tarde começaram a surgir os primeiros boatos de que Rogério Zimmermann estaria deixando o Brasil. Leandro Camilo, um dos líderes do elenco, chegou na sala de imprensa para a entrevista coletiva com roupa de passeio - algo incomum quando o grupo vai treinar na Arena Marini. Após alguns minutos, os jogadores e membros da comissão técnica foram, um a um, entrando no ônibus. Um a um menos o treinador. Rogério, aliás, sequer compareceu ao estádio durante a tarde. Naquela hora a saída do treinador estava sacramentada.

Rogério Zimmermann já havia comunicado a pessoas próximas que não pensava em ficar no Brasil até o final da Série B. Em entrevista ao podcast Lado B, no dia 26 de junho, o treinador afirmou que o compromisso firmado com o presidente Ricardo Fonseca era até a parada para a Copa América. "E eu conversei com o presidente, e se vocês forem lembrar eu falei isso na primeira entrevista coletiva, a combinação era de passar esse período e de fazer uma avaliação se eu realmente poderia contribuir na continuidade." E na mesma entrevista ele deu mais uma pista de como as coisas podem mudar rapidamente no futebol. "A gente costuma dizer que o futebol é dinâmico, e é verdade. Essa é uma frase que daqui a 10, 20, 30 anos a gente ainda vai estar usando."

O treinador encerra mais um ciclo no Bento Freitas prestes a completar 200 vitórias pelo Brasil. O clube, inclusive, já tinha planejado uma homenagem ao comandante quando ele atingisse a marca. Apresentado oficialmente no dia 28 de março, Rogério Zimmermann sai após 104 dias no cargo. Foram oito jogos, com três vitórias e cinco derrotas. Essa foi sua segunda passagem mais curta pelo Brasil. No ano passado, RZ ficou apenas 90 dias.

Em entrevista à Rádio Universidade no início da noite desta terça-feira (9), o presidente Ricardo Fonseca se mostrou surpreso com a decisão do treinador. "Pegou de surpresa, sim. Na sexta-feira (5), tivemos uma conversa, conversamos ontem (segunda-feira) e acabamos não tendo sucesso na tentativa de garantir a permanência dele. (...) Não erramos no planejamento. O que aconteceu é que o Rogério quis sair. Tentamos convencer, mas ele estava irredutível e quis sair. Poucos clubes pagam em dia; Rogério, se seguir assim, não vai trabalhar em clube algum", reclamou o dirigente.

Especula-se que os constantes atrasos nos salários e a recente saída do meia Marcinho - negociado pelo Londrina para o Aves (Portugal) - teriam feito com que RZ abandonasse o time a quatro dias da volta da Série B do Campeonato Brasileiro. Ricardinho não nega o débito e reclama do momento escolhido pelo técnico para pular da barca. "Deixou a saída para a última hora. Poderia ter saído no começo da pausa para a Copa América e dar tempo de um outro treinador trabalhar. Quando foi convidado para voltar, ele conhecia a realidade do clube, a situação financeira e as dificuldades. Fica a mágoa", finalizou.

O mais uma vez ex-técnico do Xavante vai dar a sua versão para a saída hoje, às 10h, em entrevista coletiva no Curi Palace Hotel.

Bolívar é o favorito
Contra o Botafogo-SP no sábado (13), em Ribeirão Preto, a equipe será comandada pelo auxiliar técnico Gustavo Papa. A diretoria rubro-negra não confirma, mas alguns nomes já começam a ser cogitados. Entre eles está o ex-zagueiro Bolívar, que comandou o Novo Hamburgo no Campeonato Gaúcho e levou o Cianorte-PR até a terceira fase da Série D do Campeonato Brasileiro - foi eliminado pelo Caxias.

Como jogador, Bolívar chegou a defender o Brasil no início da carreira. Foi trazido para a lateral direita em 2002 por Mano Menezes, mas pouco jogou. Foi no Internacional, e já como zagueiro, que ele viveu os melhores momentos na sua vida esportiva. Foi campeão da Libertadores da América em 2006 e logo em seguida se transferiu para o Mônaco, da França. De volta ao Colorado em 2008, conquistou a Copa Sul-Americana no mesmo ano e foi o capitão da equipe na conquista de mais uma Libertadores, em 2010.

A trajetória como treinador ainda é muito curta. Seu primeiro trabalho foi no União Rondonópolis, do Mato Grosso, no início do ano passado. Também em 2018 veio a passagem pelo Barra, de Balneário Camboriú (Santa Catarina). O salto veio neste ano, quando levou o Novo Hamburgo às quartas de final no Campeonato Gaúcho. Após o Estadual, Bolívar assumiu o Cianorte, do Paraná, clube cujo um dos gestores é Fernando Carvalho, ex-presidente do Internacional. A equipe paranaense foi eliminada nas oitavas de final da Série D no último domingo, pelo Caxias.

 

 

Notícias relacionadas


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados