Contratação

Retorno para casa

Carinho da torcida, e vontade da família, pesaram na escolha de Diogo Oliveira pelo Xavante

06 de Dezembro de 2018 - 09h00 Corrigir A + A -

Por: Henrique Risse
esporte@diariopopular.com.br 

Diogo marcou três gols em 2016, pelo Brasil, e quatro gols em cada um dos anos seguintes, por Paysandu e São Bento, respectivamente. (Foto: Jonathan Silva - Especial DP)

Diogo marcou três gols em 2016, pelo Brasil, e quatro gols em cada um dos anos seguintes, por Paysandu e São Bento, respectivamente. (Foto: Jonathan Silva - Especial DP)

Quando deixou o estádio Bento Freitas no final de 2016, Diogo Oliveira disse que aquela despedida não significava um adeus, mas sim um até breve, e ele estava certo. Dois anos depois de uma saída difícil o maestro está de volta o Brasil.

"Uma alegria muito grande para mim e para a minha família voltar para o Brasil e para a cidade de Pelotas, que nos acolheu muito bem desde o primeiro dia. Estou muito feliz por vestir essa camisa mais uma vez. Eu me sinto em casa no Brasil", disse o meia-atacante, hoje com 36 anos. "Minha esposa e meus filhos estão muito felizes também, era o desejo deles voltar para o Brasil, para Pelotas. Estou feliz por estarmos voltando para casa", completou.

No último final de semana, o nome de Diogo Oliveira começou a ser especulado como reforço do Xavante para 2019. E desde então o celular não parou de receber mensagens. "Me deixa feliz ver que conquistei o carinho do torcedor, desde o início da semana tenho recebido mensagens e torcedores contentes com a possibilidade do meu retorno".

Mais artilheiro
A diferença do Diogo Oliveira que deixou o clube para este que está voltando, segundo o próprio, está no instinto artilheiro. "Nesses dois anos fora eu comecei a fazer mais gols. A gente vai amadurecendo em certos aspectos. No Brasil, em 2016, fui um dos maiores assistentes da Série B. Agora eu tenho entrado mais dentro da área. Continuo da mesma maneira, sempre objetivo, chutando de fora da área, colocando os companheiros na cara do gol", resumiu.

Em números absolutos, a diferença não é perceptível. Diogo marcou três gols em 2016, pelo Brasil, e quatro gols em cada um dos anos seguintes, por Paysandu e São Bento, respectivamente. A questão está no tempo em campo. Com a camisa rubro-negra, há dois anos, foram 3.815 minutos dentro do campo em 51 jogos. No ano passado, ele disputou 41 jogos pelo Papão, 22 como titular, e ficou em campo pouco menos de 2000 minutos. Já neste ano, pelo São Bento, foram 29 jogos disputados - apenas 14 deles como titular - e 1482 minutos dentro das quatro linhas.

Preparação
Diogo e os demais jogadores se apresentam ao clube no próximo dia 27, quando o começa a pré-temporada para as disputadas do Gauchão, da Copa do Brasil e da Série B do Campeonato Brasileiro. "Agora é correr atrás. Vamos ter um tempo curto de preparação para o Campeonato Gaúcho. Esse é o ônus das equipes que jogam Série A e Série B de Brasileiro. Temos que realizar uma boa pré-temporada para compensar essa preparação mais curta", finalizou.


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados