Artes marciais

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Sete anos após iniciar na modalidade, pelotense Richard Gill se sagra campeão mundial de jiu-jitsu e mira próximos desafios

02 de Dezembro de 2021 - 19h45 Corrigir A + A -
Richard e o mestre Fabiano Oliveira, o Índio, treinam juntos há sete anos (Foto: Jô Folha - DP)

Richard e o mestre Fabiano Oliveira, o Índio, treinam juntos há sete anos (Foto: Jô Folha - DP)

Acessíveis e diversas, as artes marciais costumam retribuir o esforço diário de quem se dedica a elas. Competições de várias modalidades, em diferentes níveis, acontecem com frequência. E nem sempre os ganhadores aparecem em destaque. No final de semana passado, por exemplo, o pelotense Richard Gill se sagrou campeão do Mundial de Jiu-Jitsu, organizado pela Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Esportivo (CBJEE), uma das entidades reguladoras da prática.

A participação de Richard – morador da Guabiroba – no campeonato em São Paulo teve quatro lutas. Ele venceu todas, uma por finalização e as demais por 9 a 0, 7 a 0 e 12 a 0, esta última a decisiva. “O torneio foi bem difícil. Os placares não dizem muito como realmente foi, pois terminaram largos, mas a dificuldade foi tremenda de me manter ganhando as lutas”, diz o vencedor da categoria faixa roxa.

O futuro é promissor por conta dos resultados, claro. Mas seria mais previsível caso os incentivos não fossem tão escassos. O pelotense busca apoios para alçar voos maiores, incluindo o Campeonato Europeu, em Roma, na Itália, de 14 a 20 de fevereiro de 2022, e o Mundial dos Estados Unidos, marcado para o fim do próximo ano.

Preparação contínua

Terceiro colocado no Mundial em 2020 e atual campeão brasileiro, Gill iniciou logo em seguida os trabalhos de olho na próxima chance. Colheu os frutos com o título, mas quer mais. “Não tive descanso, aumentei o ritmo”, explica, citando a proximidade da última etapa da Copa Prime, que será no próximo dia 18, em Porto Alegre.

Líder do ranking geral em sua categoria, Richard precisa apenas manter a colocação para ser campeão do torneio na capital gaúcha. Ele está invicto até o momento. O mestre Fabiano Oliveira, o Índio, elogia o lutador, a quem viu evoluir desde que entrou na modalidade, há sete anos: “é dedicação, seriedade no que faz”.

Um exemplo de que chegar longe exige foco, esforço e constância diários. “É um atleta que começou sem intuito de competições, mas sim de aprender uma arte marcial. Foi entrando em campeonatos regionais, não sendo campeão desde o início, e sim galgando passo a passo”, afirma Índio, uma das grandes figuras das artes marciais de Pelotas.


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