Série B

Repertório rubro-negro

Brasil de Hemerson Maria usou diferentes plataformas táticas para vencer o Botafogo-SP

24 de Setembro de 2020 - 10h42 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Objetivo era atrair o Pantera, que marca por encaixe, e explorar o espaço às costas da linha de meio campo. Pontas fixam laterais. O 3-3-4 foi uma das plataformas utilizadas por Hemerson Maria no confronto (Foto: Reprodução)

Objetivo era atrair o Pantera, que marca por encaixe, e explorar o espaço às costas da linha de meio campo. Pontas fixam laterais. O 3-3-4 foi uma das plataformas utilizadas por Hemerson Maria no confronto (Foto: Reprodução)

Durante muito tempo os times de futebol eram definidos apenas por um esquema ,como 4-3-3 ou 4-4-2. Hoje, a maioria das equipes acaba atacando em uma plataforma e defendendo de outro modo. Porém, alguns ainda conseguem apresentar diferentes distribuições em campo durante uma partida de 90 minutos. É nesse terceiro caso que se encaixa o Brasil do técnico Hemerson Maria.

Você irá falhar se tentar definir o Xavante somente por uma plataforma. Não é possível afirmar que a equipe jogue no 4-2-3-1, no 4-3-3, no 4-2-4 ou no 4-4-2. Por quê? Porque o Brasil joga em todas elas, dependendo do momento do jogo.

Com a bola, o Xavante apresentou três plataformas táticas. O 4-2-3-1 com Matheus Oliveira como meia central atrás de Poveda e alinhado aos pontas ; o 4-2-4 com Danilo, Poveda, Matheus e Jarro alinhados; e, talvez a grande novidade pela execução, o 3-4-4.

Você deve estar afirmando que tem número demais nesse esquema, mas não. Torna-se 3-4-4 a partir do goleiro Rafael Martins. Hoje muitos técnicos usam plataformas táticas com o goleiro, exemplo: 1-4-3-3. Ou seja, o 1 se refere ao goleiro. No caso do Brasil, então, seria 0-3-4-4, pois Rafael Martins jogou na intermediária e foi o gatilho para a movimentação ofensiva.

Como funciona?
A ideia de ter Rafael junto aos zagueiros Lázaro e Héverton tem dois objetivos. Um é criar a superioridade numérica, já que o Botafogo marcava no 4-4-2 com Matheus Anjos e Wellington Tanque a saída de bola. O outro era atrair o Pantera para explorar justamente as costas da segunda linha.

Para essa atração ocorrer o Xavante posicionou uma linha com Rodrigo, Bruninho, Sousa e Alex Ruan um pouco próxima da linha de três com o goleiro Rafael. Como o Botafogo marca por encaixe, automaticamente o time de Claudinei Oliveira subia. Visando abrir espaço na intermediária ofensiva, o Brasil se posicionava com uma segunda linha de 4 - formando o 3-4-4 - quase na linha da área adversária, com Jarro e Danilo, colados à linha lateral, e Matheus Oliveira e Poveda por dentro para receber o passe neste espaço.

Além de explorar as costas da primeira linha, o Brasil tinha a opção de um passe longo em diagonal para Danilo ou Jarro.

Variações
Quando Rafael não possuía espaço para avançar, ou o Botafogo marcava mais recuado em Ribeirão Preto, o Brasil atacava no 4-2-3-1/4-3-3. Matheus Oliveira vinha buscar essa bola perto dos volantes para organizar a equipe. Esse movimento funcionou melhor nas transições ofensivas. A ideia era Matheus recuar, Jarro fazer o chamado facão para atacar as costas da defesa do Botafogo, Danilo acelerar pelo corredor esquerdo e Poveda atacar pelo meio. O lateral direito Rodrigo ocupava o espaço pela lateral e Alex Ruan passava por dentro.


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