Desde 2015

Remar para o Futuro completa seis anos de história

Projeto pelotense continua crescendo e dando oportunidades a jovens da rede municipal através do esporte em alto nível

20 de Outubro de 2021 - 23h15 Corrigir A + A -
Seis atletas de Pelotas estiveram na República Tcheca em julho disputando o Mundial Sub-23 (Foto: Divulgação - DP)

Seis atletas de Pelotas estiveram na República Tcheca em julho disputando o Mundial Sub-23 (Foto: Divulgação - DP)

Agraciada pelas águas que a banham, Pelotas precisava de um empurrão para se tornar referência em esportes aquáticos. Desde outubro de 2015, o Remar para o Futuro vem somando feitos que colocaram a cidade de vez no mapa do remo. O coordenador Oguener Tissot, principal responsável pelo crescimento do projeto, participou do DP Esportes desta terça-feira (19) e explicou como a ciência cumpre papel essencial para os resultados nos seis anos de existência.

Focado na formação e não na profissionalização, o Remar para o Futuro abrange jovens de escolas de toda a rede municipal. O convênio com o Centro Português garante a disponibilidade de centro de treinamento adequado para os atletas, que também têm uma equipe completa de profissionais em conjunto. Nutricionistas, preparador físico, fisioterapeuta e dentista estão entre eles, qualificando o processo de desenvolvimento.

“O projeto é destinado às categorias de base. Identificamos logo no início que teríamos uma estrutura, um centro de treinamento, focado à formação, não de profissionalização. A ideia era virar um celeiro de grandes atletas, ao menos nos primeiros ciclos”, diz Oguener. Nas últimas duas edições de torneios internacionais, tanto pela seleção brasileira júnior quanto pela sub-23, mais de 60% da delegação foi oriunda de Pelotas. Isso aconteceu em julho, no Mundial da República Tcheca, por exemplo.

Perfis genéticos guiam a prospecção

A ciência é um dos pilares do sucesso do Remar para o Futuro. Tissot explica que artigos científicos norteiam o processo de avaliação nas escolas para que os atletas selecionados sejam aqueles com maior potencial de alcançar o alto rendimento no futuro. Sem nunca deixar de lado, claro, o cunho social de oferecer uma prática esportiva como transformadora de vidas.

“O perfil genético considerado ideal para chegar longe na categoria peso livre representa cerca de 2% da nossa sociedade. Através da Secretaria Municipal de Educação e Desporto (Smed), fizemos esse link para ter acesso na rede municipal. Entramos nas escolas de forma bem generalista, e então fazemos uma antropometria inicial para colocar todos os dados em planilhas. É feita uma reunião com os pais, os jovens vêm ao Centro Português, conferem os caminhos, benefícios e oportunidades”, diz o coordenador.

Parceria com o Flamengo

Nos seis anos de projeto, o Remar se sustenta e cresce amparado em diversos apoiadores. Além do Centro Português, da Esef/UFPel e da prefeitura de Pelotas, a Academia Oguener Tissot e o Clube de Regatas do Flamengo também formam os braços da organização. O clube carioca identificou o potencial formador nas águas pelotenses e, desde 2019, é parceiro.

Até atingirem a maioridade, os jovens podem fazer estágios no RJ. Quando cumprem 18 anos, alguns têm a chance de se mudarem de vez para o centro do país em busca de evolução na carreira e profissionalização. “Nos dá um subsídio para a gente seguir dentro do processo. Quem começa conosco, desde os 12, 13 anos, na rede municipal de ensino de Pelotas, permanece representando o Centro Português até os 16 anos, e aos 17 e 18, os atletas que vêm apresentando bons indicadores para alto nível, passam a ser federados pelo Flamengo”, diz Oguener.

Opção como lazer

A Academia Oguener Tissot ainda atende pessoas interessadas no remo fora do projeto, seja como meio de condicionamento físico e de competição ou hobby. Basta fazer contato pelas redes sociais ou via telefone. Atualmente, são em média 70 participantes.


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