Incentivo ao esporte

Rede escolar conhece o punhobol

Esporte vindo da Europa vem ganhando popularidade nas escolas e busca crescer ainda mais

22 de Novembro de 2017 - 18h54 Corrigir A + A -
Competição ocorreu nas modalidades sub-12 e sub-14 (Foto: Jô Folha - DP)

Competição ocorreu nas modalidades sub-12 e sub-14 (Foto: Jô Folha - DP)

Um esporte diferente que atraiu a atenção da gurizada. Este é o punhobol. Criado na Itália, mas desenvolvido na Alemanha, ele chegou ao país junto com os imigrantes e desenvolveu-se principalmente na região sul. Apesar disso, o esporte ainda é pouco praticado e conhecido.

E para reverter isso, a Escola Superior de Educação Física (Esef) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Desporto (Smed) e fomento do programa Pró-Esporte, promoveu na tarde desta quarta-feira (22) o primeiro Festival de Punhobol Escolar de Pelotas. Foram 11 escolas municipais e mais de 130 alunos do 5º ao 8º ano do Ensino Fundamental disputando os campeonatos das categorias sub-12 e sub-14.

A doutoranda Laura Jung, responsável por promover a prática e a competição, diz que seu trabalho visa levar às escolas o esporte e oportunizar a prática de qualidade. A iniciativa chegou às instituições de ensino através de um projeto de formação continuada dos professores da rede municipal, buscando promover a atividade.

Laura conta que o Brasil tornou-se referência mundial em punhobol. O esporte, que segundo ela ainda é mais praticado em meio familiar por descendentes de imigrantes, tem na região metropolitana de Porto Alegre seu grande centro. As equipes da Sogipa, da capital, e Sociedade Ginástica, de Novo Hamburgo, são os grandes destaques na modalidade.

Conhecendo o esporte
Dentre a gurizada que participou da competição, a imensa maioria conheceu o punhobol através da escola. Aos 12 anos, o estudante Everton Domingues, da Olavo Bilac, já conhecia a modalidade, mas não havia começado a praticar até este ano. Embora ainda prefira o futebol, ele diz que vê a competição como uma oportunidade de fazer algo novo, e claro, ser campeão.

Uma das curiosidades do campeonato de punhobol é que ele integrou tanto meninos quanto meninas nas mesmas equipes. Por se tratar de um esporte sem contato físico, é possível juntá-los sem riscos de discrepância na força. Professora da Escola Nestor Eliseu Crochemore, da colônia Vila Nova, Ariela Franceschet levou três equipes para a competição e diz que a iniciativa da Esef está fazendo com que o esporte seja bem aceito entre os alunos, além da integração de gêneros na mesma equipe proporcionar oportunidades iguais para todos. A estudante Sabrina Hartwig, da Escola Wilson Müller, concorda e afirma que prefere praticar o punhobol com essa mistura.

Saudação
Para quem desconhece o esporte, algo chama a atenção logo no início das partidas: uma espécie de cumprimento entre as equipes. Laura Jung diz que a iniciativa, no início e no fim de cada disputa, serve para agradecer o adversário pela oportunidade de praticar o punhobol, e reforçar a ideia de integração e respeito entre os atletas.

Regras
O professor Francisco Oliveira, da escola Francisco Caruccio, explica que as regras são básicas, similares às de outros esportes mais populares. Apesar das partidas desta quarta terem sido disputadas em tempo corrido, de oito minutos, tradicionalmente o esporte é disputado em três sets de onze pontos. Confira outras regras:

- A bola pode quicar uma vez antes de cada contato;
- É permitido até três toques da equipe por jogada, antes de passar a bola para o outro lado;
- Quem perde o ponto saca, ao contrário do que acontece no vôlei;
- A bola deve ser passada sempre por cima da fita. Em caso de contato com ela, perde-se o ponto;
- O contato pode ser feito apenas com uma mão, e ela deve estar fechada;
- O ponto é marcado se a bola quica duas vezes, quica fora do limite da quadra, uma equipe excede o limite de toques, um jogador toque mais de uma vez seguida na bola ou se a bola é tocada por outra parte do corpo que não o punho.


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