Copa do Brasil

Quem é o Manaus?

Adversário do Brasil na segunda fase da Copa do Brasil, conquistou o acesso à Série C sobre o Caxias e revela característica intensa e competitiva

14 de Fevereiro de 2020 - 13h15 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Manaus joga no 4-2-3-1 buscando um ataque com alguns apoios, mas muito vertical. Linha do ofensiva apresenta bastante troca de posições.

Manaus joga no 4-2-3-1 buscando um ataque com alguns apoios, mas muito vertical. Linha do ofensiva apresenta bastante troca de posições.

Time amazonense faz encaixes por setor e mantém perseguições longas

Time amazonense faz encaixes por setor e mantém perseguições longas

Gavião marca individual na bola parada defensiva

Gavião marca individual na bola parada defensiva

As perseguições longas dos laterais abrem espaço no corredor para o time adversário

As perseguições longas dos laterais abrem espaço no corredor para o time adversário

Os números da partida entre Manaus e Coritiba

Os números da partida entre Manaus e Coritiba

O torcedor do Xavante comemorou a notícia que o Coritiba foi eliminado e que o Manaus será o adversário na próxima fase da Copa do Brasil. Natural, afinal o Coxa é uma equipe de Série A e investimento muito maior que o rubro-negro. Já a equipe amazonense está na Série C e tem apenas sete anos de história. Mas quem é, realmente, o Manaus? O Diário fez uma análise da classificação do Gavião, que revela ser um time muito competitivo.

Fundado em 2013, o Manaus já possui três títulos amazonenses (2017,18 e 19) e um vice-campeonato da Série D do Brasileiro, no ano passado. O Gavião eliminou o Caxias nas quartas de final. O time que alcançou a Série C é a base da equipe que eliminou o Coxa na quarta-feira. O Manaus manteve as características de jogo e trouxe dez reforços para 2020.

Tática
O Manaus joga no 4-2-3-1 com bastante movimentação do trio de meia. Eles guardam pouca posição e trocam de lado na linha ofensiva, constantemente. Outra característica marcante são as subidas constantes dos laterais, principalmente Caíque, pelo lado esquerdo. É um time que gosta da bola, ensaia jogadas apoiadas, mas verticaliza bastante os ataques.

Todos possuem certa qualidade com a bola no pé. Panda, que foi expulso e não estará na Baixada, é quem menos aparece para jogar. A construção inicia pelos zagueiros, com destaque para Spice. Foi do camisa 3 que partiu, em um passe em diagonal nas costas do meio campo, a jogada do gol contra o Coxa. Apesar de gostar da posse, o Manaus utiliza bastante a disputa da segunda bola com o centroavante Matheus. Hamilton, meia de 1,90, que não jogou contra o Coritiba, é outro bastante acionado nestas situações pelo alto.

Dalem era o meia da linha ofensiva, tinha a característica de dar apoio e circular a bola. Após sair lesionado Gabriel Davis entrou e trouxe mais força física junto com chegadas com ultrapassagens. O movimento ocorreu no gol da vitória. O Manaus não possui um articulador, Rossini e Janeudo são meias móveis.

Defesa
Defensivamente, o Manaus marca com encaixes e perseguições muito longas. A equipe marca no 4-4-1-1, mas esse desenho é quebrado constantemente devido as perseguições. Destaque para a intensidade na pressão e a velocidade na hora defensiva. É um time que compete muito. Só que os encaixes deixam bastante espaço por dentro e pelas pontas quando o adversário se movimenta. Os laterais perseguem em longa distância os adversários e deixa o lado exposto. Rafinha, meia do Coxa, perdeu uma grande chance assim. Na bola aérea defensiva, o Manaus marca totalmente individual.


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados