Gauchão 2020

Qual será a melhor configuração?

Com o fim do período de testes, Picoli mostrou estar em dúvida entre pelo menos três formatações de time

11 de Janeiro de 2020 - 16h29 Corrigir A + A -
O próprio Picoli comentou após a derrota para o Esportivo sobre as dúvidas que ainda tem em relação ao time considerado ideal (Foto: Carlos Queiroz - DP)

O próprio Picoli comentou após a derrota para o Esportivo sobre as dúvidas que ainda tem em relação ao time considerado ideal (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Acabou o período de testes da pré-temporada áureo-cerúlea. Munido com as análises táticas e também das atuações individuais de sua equipe, o técnico Picoli parte agora para o momento final da preparação para a disputa da Recopa Gaúcha e do Campeonato Gaúcho. Quais serão os jogadores que irão começar como titulares? Qual será o esquema utilizado? Estas perguntas estão não apenas na cabeça do treinador, mas também na dos torcedores após a derrota em casa para o Esportivo por 1 a 0 na última quinta-feira, naquela que foi a primeira aparição do Pelotas no estádio da Boca do Lobo em 2020.

Diversas são as preocupações da comissão técnica para a tomada de decisão. O próprio Picoli comentou após a derrota para o Esportivo sobre as dúvidas que ainda tem em relação ao time considerado ideal.

"Procurei desestruturar uma ideia que eu tinha sem perder o controle. Aí vem a pergunta: por que desmanchar algo que até outro dia era bacana? Mas era importante para que eu pudesse agregar aos atletas que estavam chegando. Claro que a gente tem a consciência dos pontos que precisam ser melhorados. Algumas situações me agradaram, mas por pouco tempo no jogo e isso é uma das coisas que precisam ser corrigidas", avaliou o treinador.

A grande dúvida de Picoli está no setor de meio-campo. Usar Mateus Santana mais recuado com Thiago Costa ou mais à frente com Wallacer por dentro? Juliano centralizado ou aberto pela esquerda? Estas interações são os pontos-chave e devem nortear os treinamentos até o dia 19, quando o Pelotas enfrenta o Grêmio pela Recopa Gaúcha.

"Preciso muito desse comportamento dos homens de beirada. O Juliano jogou centralizado, mas não é certeza que ele vai jogar por ali. A movimentação do Wallacer é muito combinada com a que o Juliano faz e precisamos também mais do Sanches, para fazer o mesmo com o Jean Roberto, aí vou precisar da profundidade do Juliano. Tivemos times em velocidades diferentes e tivemos dificuldades", comentou ainda sobre o amistoso com o Esportivo.

Diante destas alternativas, o Diário Popular listou pelo menos três formatações usadas - e pensadas - por Picoli nesta pré-temporada. Os esquemas e os comportamentos dos atletas foram identificados em campo durante os jogos-treinos contra Grêmio (sub-19 e time de transição) e Esportivo.

O 4-2-3-1 e uma aposta perigosa

Diante do Esportivo, quem acompanhou a partida na Boca do Lobo pôde notar um Pelotas bastante diferente. Juliano, o principal jogador da equipe, foi utilizado como meio-campista centralizado e Wallacer apareceu no lado direito. A alteração, segundo Picoli, teve como um dos objetivos promover a entrada de Hugo Sanches, que acabou atuando pelo lado esquerdo. Nesta hipótese, Jean Roberto é usado como falso 9, para criar espaços para infiltrações de Juliano por dentro.

Esta formatação também já havia sido testada nos dois jogos-treinos contra o Grêmio: na vitória por 1 a 0 sobre o sub-19, e no empate em 1 a 1, com o time de transição. Frente ao Esportivo, em casa, o que se viu foi um Pelotas bastante refém de Juliano, o expoente técnico do Lobo. Quando aberto pela esquerda, o camisa 11 aproveitou o espaço para imprimir sua velocidade no duelo um contra um. Já por dentro, o jogador foi muito marcado e não conseguiu apresentar sua principal característica: a agilidade. Outro ponto negativo ficou por conta do posicionamento de Wallacer. Aberto, o jogador teve dificuldades para participar da construção ofensiva e se desgastou mais fisicamente.

O 4-3-3 campeão

Esta é a formatação de segurança de Picoli. Não apenas por ter sido a responsável pelo título da Copa Seu Verardi, mas também por estar consolidada na mentalidade dos jogadores e do time base mantido desde o ano passado. Aqui, Wallacer e Mateus Santana são responsáveis pela criação das jogadas no meio-campo e são protegidos por Thiago Costa, que tem unicamente o objetivo de resguardar a intermediária defensiva. Essa função foi executada por Vacaria, mas o treinador não conta com o volante que está com problemas físicos.

Outra diferença em relação ao ano passado é a ausência de um centroavante como Giovane Gomez. Hugo Almeida se assemelha mais, mesmo não sendo um jogador tão fincado na área. Desta forma, o Pelotas terminou o amistoso da última quinta-feira, num indicativo de que Picoli pode retomar a característica do time campeão da Copinha.

O 4-2-3-1 conservador

Preocupado com o sistema defensivo, tendo em vista o apoio constante de Juliano Tatto - que largou na frente de Busanello -, Picoli também pediu uma atenção especial para Mateus Santana. Atuar em linha com Thiago Costa para dar maior suporte defensivo é algo que também foi identificado, dando a Wallacer mais liberdade para criar e se movimentar nas tramas ofensivas.

Contra o Esportivo, um time com jogadores experientes e cascudos - característica presente no Gauchão com mais qualidade em relação à Copinha -, ficou notório que em alguns momentos o Pelotas acaba sendo exposto e atacado nas costas dos volantes. É um comportamento que preocupa Picoli e deve ser alvo de ajustes nos treinamentos até o dia 19.

 


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