Gauchão 2019

Potencial nacional

Ídolo xavante, mas agora rival, Marcelo Pitol elogia amigo Carlos Eduardo e projeta reencontro com respeito neste domingo

08 de Fevereiro de 2019 - 10h00 Corrigir A + A -
Carlos Eduardo herdou a responsabilidade de substituir o amigo e ídolo Marcelo Pitol

Carlos Eduardo herdou a responsabilidade de substituir o amigo e ídolo Marcelo Pitol

Após o confronto contra o Internacional, o goleiro xavante Carlos Eduardo afirmou que aprendeu muito com Marcelo Pitol. Nesta quinta-feira (7) em contato com o Diário Popular, Pitol elogiou Cadu e previu que o atual arqueiro rubro-negro chegará aos principais clubes nacionais. Ambos estiveram juntos nas duas últimas temporadas no Bento Freitas e criaram uma amizade. Carlos era reserva imediato do goleiro, que virou ídolo ao substituir outro ídolo, Eduardo Martini. O reencontro dos dois ocorrerá no domingo. Pitol volta à Baixada como camisa 1 do Aimoré.

"Carlos é um cara que aprendeu muito com o Martini e comigo por sermos mais experiente. Nos damos muito bem. Ele foi muito bem nesse começo e é uma posição muito complicada. Vida de goleiro não é fácil. Tem potencial para ser um grande goleiro, em cenário nacional e mundial, que é o que todo atleta almeja", disse Pitol.

O reencontro de Marcelo Pitol não será apenas com os ex-companheiros. Será com o torcedor xavante. Pitol é identificado com o clube da Baixada. Por ele não teria deixado o rubro-negro. Falava isso abertamente, após o final da Série B, na qual foi o principal nome da equipe durante toda a competição, e em meio as negociações de pré-temporada. A vontade da direção foi não permanecer com o goleiro, que mostra mágoas, apesar de tentar negar essa palavra, com as pessoas que dirigem o Brasil. "Nem é mágoa. Colocaram em dúvidas minha postura por questões mentirosas. Não quero nem olhar na cara. Que seja feliz, mas muitas coisas que falaram não são verdades. Fui eleito por vários o melhor atleta do ano. Consegui ajudar o Brasil. Não foi a direção, que mais atrapalhou tudo, foram os jogadores e a comissão técnica que conseguiram segurar o clube. Uma hora as verdades vão vir a tona. Nem gosto de falar que já fico chateado", afirmou o ex-goleiro Xavante.

Em contrapartida em relação ao torcedor e ao clube, Marcelo Pitol é apenas elogios. Em vários trechos da conversa afirmou o desejo de retornar a defender o Xavante: "pessoas, dirigentes, jogadores passam. O clube é eterno. Um dia eu retorno para o Brasil", disse o goleiro que ainda completou: "eu sou grato ao Brasil e tenho muito carinho pelo clube e pelas pessoas que me deram oportunidades, como o Rogério Zimmermann. Após esse jogo eu desejo sempre muito sucesso ao Brasil".

Sobre a partida, Pitol espera um confronto difícil para as duas equipes pelo momento na tabela. O arqueiro vê o Aimoré, apesar da derrota para o Juventude na última rodada no Cristo Rei, como uma equipe regular. Acredita que um dos fatores que o Índio Capilé pode tirar proveito é da pressão do torcedor rubro-negro pela falta de resultados, já que conhece como poucos esse poder tanto para o bem, quanto para o mal. "Para jogar no Brasil tem que ter e dar o algo a mais. Não é como jogar em outros clubes. Há pressão a todo instante. O atleta pode sentir isso, não se encontrar muito bem. Como falamos o torcedor sempre vai ser o primeiro jogador", finalizou.

 

 


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