Quatro votos

Por unanimidade no TJD, William Ribeiro é suspenso do futebol por dois anos

Há duas semanas, meia agrediu o árbitro Rodrigo Crivellaro em jogo do São Paulo-RG na Divisão de Acesso

18 de Outubro de 2021 - 21h57 Corrigir A + A -
Logo após o ato da agressão, jogador teve o contrato rescindido unilateralmente pelo Rubro-Verde (Foto: Fabio Dutra - AI SCSP)

Logo após o ato da agressão, jogador teve o contrato rescindido unilateralmente pelo Rubro-Verde (Foto: Fabio Dutra - AI SCSP)

Por decisão unânime no Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Sul (TJD-RS) na tarde desta segunda-feira (18), o meia William Ribeiro foi banido por dois anos do futebol. Ele agrediu, há duas semanas, o árbitro Rodrigo Crivellaro em jogo do São Paulo-RG contra o Guarani, em Venâncio Aires, pela Divisão de Acesso.

A pena mínima, conforme aponta o Artigo 254-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), era de 180 dias, e foram impostos 730, o máximo possível para essa infração. Os quatro votantes acompanharam a sugestão do relator e concretizaram a suspensão no período citado, por meio de conferência online.

Quando teve a oportunidade de se manifestar, William se disse arrependido e afirmou: "Não sei o que me deu. Estou até procurando tratamento psicológico. Eu não me reconheci nesse ato, eu errei". Após ser preso no dia do ato, o jogador teve liberdade provisória concedida no dia seguinte. Responderá, futuramente, na Justiça Comum. O contrato de Ribeiro com o São Paulo foi rescindido de modo unilateral.

Árbitro se manifesta

O árbitro Rodrigo Crivellaro, que assim como William é natural de Pelotas, segue recuperação em casa usando colar cervical e realizando exames rotineiros para detectar a possível necessidade de interveção cirúrgica. Ele publicou vídeo nas redes sociais depois do anúncio da punição.

"Sou obrigado a vir na internet, porque é uma vergonha apenas dois anos de pena para o atleta que me agrediu. Eu poderia ter morrido no lance. Também sou pai de família. É uma vergonha essa lei brasileira, ele tinha que ser banido do futebol", criticou Crivellaro.


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