Série B

Pesou o desgaste

Brasil tem mais volume de jogo, perde boas chances, mas sente parte física e fica apenas no empate com o Operário na Baixada

30 de Novembro de 2020 - 19h25 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Xavante e Operário não conseguiram balançar a rede na tarde dessa segunda-feira no Bento Freitas (Foto: Carlos Insaurriaga/GEB)

Xavante e Operário não conseguiram balançar a rede na tarde dessa segunda-feira no Bento Freitas (Foto: Carlos Insaurriaga/GEB)

O desgaste físico por ter jogado na sexta-feira à noite no Maranhão e ter entrado em campo na tarde desta segunda-feira (30) no Bento Freitas cobrou seu preço. O Xavante teve um bom volume de jogo, criou chances, mas sentiu a parte física na segunda etapa e não saiu do 0 a 0 contra o Operário pela 25ª rodada da Série B. Para piorar, Dellatorre, que se torna peça fundamental no modelo de jogo, saiu lesionado ainda no primeiro tempo. 

O resultado fez o Xavante chegar aos 33 pontos, a mesma pontuação dos paranaenses, antes de reencontrar o técnico Luiz Felipe Scolari pela primeira vez em campeonatos nacionais, no próximo sábado, quando irá enfrentar o Cruzeiro, no Mineirão.

O jogo

O primeiro tempo do Brasil foi de um time com bastante volume ofensivo, mas sem efetividadeo. A escolha de Bruno Matias e Rodrigo Ferreira impulsionou o lado direito do Xavante ao formar o trio com Bruno José. Foi do atacante a primeira oportunidade, logo aos 8 minutos, quando ele cabeceou após cruzamento vindo da esquerda. 

O Operário, apesar de não pisar muito no terço final, conseguia responder a cada ataque do Brasil. Foi assim aos 16, em escanteio que Bonfim cabeceou por cima. Aos 21 minutos Matheus Oliveira cobrou falta da entrada da área com perigo. O próprio meia do Brasil apareceu na área pouco depois e acabou chutando fraco em nova oportunidade.
A má notícia foi a lesão de Dellatorre que foi substituído por Wesley na metade do primeiro tempo. O centroavante, que teve esta segunda como último em contrato com o Brasil, participou da chance mais clara. Ele tocou para Jarro que cruzou para Héverton desviar. O goleiro do Operário fez grande defesa.

Sem perna

Na etapa complementar o ritmo caiu. Algo natural devido ao desgaste físico pelo pouco intervalo entre os jogos. O Operário até criou boa chance com Ricardo Bueno no início e o Brasil respondeu aos 7 minutos com Jarro finalizando, livre, da entrada da área. O Xavante continuou tendo um volume maior de jogo no campo de ataque, porém sem ser tão agressivo como no primeiro tempo.

Inclusive o Xavante só voltou a finalizar com perigo aos 27 minutos em ótima jogada individual, mais uma vez de Bruno José. O Rubro-negro conseguiu levar perigo na reta final mais na base do abafa, mas parou nos erros de finalização.

Ficha técnica

Brasil; Rafael Martins; Rodrigo Ferreira, Camilo, Héverton e Alex Ruan; Sousa , Bruno Matias (Pablo) e
Matheus Oliveira (Simião); Bruno José, Jarro (Bruno Santos) e Dellatorre (Wesley). Técnico: Cláudio Tencati

Operário; Thiago Braga; Sávio, Rafael Bonfim, Ricardo Silva e Fabiano; Mazinho, Diego Cardoso (Renie),
Leandro Vilela (Jorge Roa), Ricardo Bueno (Pedro Ken), Jean Carlo (Schumacher) e Rafael Chorão (Lucas Batatinha). Técnico: Matheus Costa

 


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