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Pelotas na Seleção Brasileira de vôlei sentado

Aluno do Colégio São José e integrante de projeto da modalidade vinculado à Smed, Arthur Campos participa de semana de treinamentos em SP

04 de Agosto de 2022 - 17h03 Corrigir A + A -
Foi um período curto, mas intenso, diz o jovem (Foto: Arquivo pessoal)

Foi um período curto, mas intenso, diz o jovem (Foto: Arquivo pessoal)

Equipe da Seleção realizou a quarta edição da atividade no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB), na capital paulista (Foto: Divulgação)

Equipe da Seleção realizou a quarta edição da atividade no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB), na capital paulista (Foto: Divulgação)

Desde abril, o vôlei sentado tem ganhado visibilidade em Pelotas. O Diário Popular já trouxe matérias sobre a modalidade, que recebeu atenção especial da Secretaria Municipal de Educação e Desporto (Smed) com atividades periódicas. E nos últimos dias de julho, um dos integrantes do projeto, Arthur Campos, 18 anos, representou a cidade na quarta semana de treinamentos da Seleção Brasileira de Jovens, em São Paulo, no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB).

“Foi uma experiência incrível e indescritível. Um misto de sensações e sentimentos tão distintos durante uma semana apenas. Senti medo, tive coragem. Me senti inseguro por vezes, e também bem corajoso. Consegui evoluir muito, tanto dentro das quatro linhas quanto fora delas”, fala ao DP o aluno do Colégio São José, integrante da iniciativa da Smed cujos encontros acontecem no Ginásio Municipal Orocindo Azevedo “Karosso”.

Novo membro da Seleção, que é sub-19, Arthur diz ter sido muito bem acolhido. Fez amigos e espera retornar, caso receba outro chamado nas próximas edições da atividade. “O grupo me ajudou muito a me sentir confiante, a me desprender do medo e a aproveitar ao máximo a semana de treinamentos. Foi um período curto mas muito intenso, dentro e fora das quadras”, afirma.

Orgulho e responsabilidade

O professor de Educação Física e responsável pelas atividades de vôlei sentado da Smed, Ingo Stumm Júnior, se orgulha do feito de Arthur, seu aluno no São José e também no projeto vinculado à prefeitura.

“Chegar entre os melhores de uma modalidade esportiva não é fácil, deve servir de estímulo para treinar mais e se manter. Ele retornou motivado, com muitas experiências novas aprendidas, o que ajudará nos treinamentos aqui no grupo dele”, avalia.

Segundo o professor, a força de Pelotas no vôlei sentado em nível nacional faz com que a Confederação Brasileira de Vôlei para Deficientes (CBVD) trabalhe a ideia de organizar uma etapa do treinamento em Pelotas, ao longo dos próximos meses. “Vamos conversar para ver a viabilidade”, explica Ingo.

O vôlei sentado

Adaptado às necessidades de pessoas com deficiência de locomoção, o vôlei sentado tem, é claro, um tamanho inferior da rede. No masculino, ela mede 1,15m contra 2,43m da modalidade tradicional. Já no feminino, altura chega a 1,05m – são 2,24m conforme a padronizada do esporte. Para bater na bola, o jogador deve ter os glúteos encostados no chão.

“As pessoas com deficiência que começam a praticar o esporte têm muitas oportunidades, como fortalecer relações de amizade por meio da prática, participar de competições - superando seus limites -, melhorar a saúde e aspectos referentes à deficiência, como o caso de dor crônica, manter-se ativas, com uma considerável melhora na disposição e diminuição de cansaço físico, diminuir a ansiedade, a depressão, e melhorar o estado de humor, além de adquirir mais independência”, explica Stumm.

Inscrições

Interessados em participar das aulas no projeto da Smed podem se inscrever diretamente no Ginásio Municipal, na rua Álvaro Chaves, 2.000, ou pelos telefones (53) 3222-1592 e 98444-1968.

Os encontros acontecem às terças e sextas, a partir das 15h10min. Vagas seguem abertas para amputados, paralisados cerebrais e lesionados na coluna vertebral, além de pessoas com problemas de locomoção.


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