Tratamento

Pelotas na rota da medalha olímpica

Vice-campeão mundial do salto triplo, Almir Júnior esteve na cidade realizando avaliações visando Tóquio 2020

23 de Janeiro de 2020 - 12h00 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Força. Almir passou por uma avaliação muscular na Clínica André Guerreiro. (Foto: Jô Folha - DP)

Força. Almir passou por uma avaliação muscular na Clínica André Guerreiro. (Foto: Jô Folha - DP)

A vida de Almir Júnior, 26 anos, é trilhada por caminhos inesperados. Foi assim com 15 anos quando trocou os gramados de futebol pelas pistas de atletismo no Mato Grosso. O inesperado o levou até Porto Alegre ainda menino para seguir um sonho de virar atleta olímpico no salto em altura. Foram nove anos dentro da Sogipa praticando a modalidade, quando outra vez os ventos o levaram a mudar de rumo. Trocou o salto em altura pelo salto triplo em 2018 e a vida o levará para Tóquio em 2020. Em seis meses na nova modalidade, Almir conquistou o índice olímpico e a segunda melhor marca no Mundial Indoor com 17,41 (em 2019 chegou a 17,49). Porém, para ir atrás da medalha ele foi parar novamente em um lugar inesperado: Pelotas.

O atleta da Sogipa desembarcou nesta quarta-feira na cidade para encontrar o médico André Guerreiro, coordenador médico da Confederação Brasileira de Atletismo. O objetivo é utilizar a estrutura da Clínica André Guerreiro, que conta com uma máquina isocinética, para prevenções de lesões, já que Almir teve na temporada passada duas lesões no joelho, e fazer de 2020 a temporada perfeita.

“É uma coisa difícil de expressar. Eu nem sei o que te dizer sobre isso. Quando eu saí de casa e entrei na Sogipa, o sonho era ser um atleta olímpico. E isso não quer dizer conquistar medalha, e sim ir às Olimpíadas. Mas hoje a gente trabalha para ser finalista e pela medalha. Eu vou para a primeira Olimpíada com chance de medalha, para brigar de igual para igual. É por isso que viemos usar essa estrutura. Para não ter erros”, afirmou Almir.

Almir esteve acompanhado do técnico Arataca. A escolha por vir a Pelotas foi do treinador da Sogipa e da Confederação Brasileira de Atletismo. Arataca justifica que no nível que Almir está não aceita erros e por isso da importância de usar a única maquina isocinética do Sul do país.

“Todos os estatísticos colocam ele como um candidato. Com um atleta desse nível não podemos arriscar, não podemos ter achismo, temos que fazer ciência. O André tem uma clínica de primeiro mundo. Não tem como fugir daqui. A gente preferiu vir aqui, pois aqui tem o melhor. Se quisermos estar entre os melhores, precisamos procurar o melhor”, analisou.

O trabalho
O educador físico Jeferson Garcia, que trabalha com Guerreiro desde a inauguração da clínica há 11 anos, foi o responsável por aplicar a avaliação no equipamento eletrônico. Garcia ressalta que através da maquina é possível conhecer o verdadeiro estado muscular de Almir e que assim o staff do atleta poderá trabalhar em cima do desequilíbrio muscular com a missão de reduzi-lo.

“Prevenção. Estamos com uma maquina isocinética que mensura a quantidade de força. Um atleta precisa ter um mínimo de déficit de uma perna para outra. Um atleta que é equilibrado ele pode render mais e prevenir mais lesões para o futuro”, revelou Jeferson. O protocolo realizado foi específico para o salto triplo. “Escolhemos os movimentos mais próximos da prova deles. Dentro da parte técnica”, ressalta o educador.

Almir seguirá vindo a Pelotas até os Jogos Olímpicos marcado para agosto. O trabalho preventivo passará por avaliações periódicas.

“ É uma grande satisfação receber um atleta do nível do Almir, pois hoje é uma das chances de medalha brasileira na Olimpíada de Tokio. É um reconhecimento do trabalho pois é um atleta que tem condições de escolher onde quer ir e ele optou por vir a Pelotas”, contou o médico pelotense.


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