Gauchão 2020

Pausa importante

Técnico Gustavo Papa faz ajustes na equipe visando à sequência de jogos por Gauchão e Copa do Brasil

23 de Fevereiro de 2020 - 19h47 Corrigir A + A -

Por: Henrique Risse
esporte@diariopopular.com.br 

Wellington Simião em ação contra o São José. (Foto: Jonathan Silva - Especial DP)

Wellington Simião em ação contra o São José. (Foto: Jonathan Silva - Especial DP)

Depois de um início de temporada intenso, o Grêmio Esportivo Brasil finalmente ganhou uma pausa nas competições oficiais para se dedicar exclusivamente aos treinamentos. A equipe vai entrar em campo contra o Novo Hamburgo no próximo sábado (29), pela primeira rodada do segundo turno do Campeonato Gaúcho, mais de duas semanas depois do último jogo oficial. Um tempo fundamental às vésperas de uma sequência que tem Noia, Manaus (Copa do Brasil) e Internacional em oito dias.

Da estreia no Gauchão com o Aimoré (23 de janeiro) até o duelo da primeira fase da Copa do Brasil, contra o Gama (12 de fevereiro), foram seis jogos em apenas 21 dias. Mas agora a situação é bem diferente. Na sexta-feira, véspera do confronto com o Novo Hamburgo, a equipe do técnico Gustavo Papa vai completar 16 dias sem entrar em campo. Um tempo suficiente para o treinador ajustar tudo aquilo que para ele não vem funcionando.

"Nós temos que aproveitar para fazer os reajustes, acertar aquilo que estávamos errando, aquilo que o professor Gustavo já avaliou, já viu, e agora está tentando corrigir dentro da sua metodologia de trabalho, daquilo que ele pensa sobre futebol, para que a gente possa corrigir e possa executar contra os adversários para sair com as vitórias", disse o volante Wellington Simião.

Em meio à avaliação do time como um todo, o jogador de 33 anos falou sobre o próprio momento. Depois de um começo complicado, Simião passou a aparecer mais para o jogo. Segundo o atleta, a melhora na parte física foi um dos fatores determinantes para este crescimento dentro do campo.

"Eu cheguei dia 2 de janeiro e tive que jogar no dia 21, então é um tempo muito curto para quem teve 45 dias de férias. Isso é desumano. As equipes que têm calendário, como o Brasil, têm pouco tempo de trabalho, e qualquer atleta que chega nessas condições, tem dificuldade. Não é diferente comigo, eu tive dificuldades. Mas se você olhar os meus números dentro do Brasil, eu fiz seis jogos e participei dos quatro gols que a equipe fez. Acho que tenho números bem bons, mas que podem melhorar ao longo do ano, dentro da parte física, do entendimento da parte tática. Eu posso evoluir mais, creio que já tenho bons números, mas quero mais por causa dessa expectativa que é criada. Sei que as cobranças virão, então tenho essa consciência e sei que preciso melhorar", analisou.

Para ele, o tempo de preparação até o início do segundo turno do Campeonato Gaúcho terá reflexos inclusive na forma de a equipe atuar. "Quando você vai evoluindo, você vai se soltando, vai entendendo que o seu corpo está conseguindo jogar em alta intensidade o maior tempo possível. A gente vinha de treinos muito fortes, ainda ia sentindo um pouco. E pegando ritmo de jogo, com a parte física melhorando, a gente consegue aumentar a intensidade, aumentar as ações, e foi isso que deu essa melhora. Eu creio que para o restante do ano, com essa base que a gente está fazendo nesses 12 dias que temos antes do jogo contra o Novo Hamburgo, a gente consiga chegar em uma melhor forma."

Não basta jogar bem
O tempo de treinamento pode ajustar a equipe em termos técnicos e táticos. Isso sem falar nos reforços. Além de Gegê, o clube espera anunciar o volante/lateral direito João Ananias e o atacante Jarro. Mas, segundo Simião, será preciso mais do que isso para agradar o torcedor rubro-negro. "O grupo tem muita qualidade, está chegando o Gegê para agregar, tem outros atletas que podem chegar e que vão agregar qualidade. Mas a gente tem que entender o primeiro princípio, que é ter a cara do Brasil. É um time que joga na raça, na vontade, tem que vestir a camisa, tem que lutar muito. O adversário tem que suar sangue para nos vencer. Temos que aliar a nossa qualidade com essa luta, com essa disposição, para que a gente possa demonstrar para o torcedor que a gente quer muito vencer os jogos, que a gente se doa muito", finalizou Wellington Simião.


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