Série B

O que esperar de Goiás x Brasil?

Xavante colocará escrita à prova diante da melhor defesa da Série B e um dos favoritos ao acesso

17 de Setembro de 2021 - 14h19 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

O Brasil está invicto contra o Goiás nos confrontos da Série B. Venceu cinco e empatou dois. Foi assim no primeiro turno na vitória de 2 a 1 no Bento Freitas. E será preciso o rubro-negro manter a escrita para iniciar uma reação visando sair da zona de rebaixamento. Porém, o Esmeraldino chega em grande fase, com a melhor defesa da competição e um time efetivo ofensivamente. A partida ocorre neste sábado às 19h em Goiânia. 

Contexto 
As duas equipes estarão reforçadas e tiveram tempo para se recuperarem fisicamente após a pequena parada da Série B. A expectativa é que o Xavante apresente evolução tática, afinal foi o período mais longo que o técnico Cléber Gaúcho teve para trabalhar com o elenco. Já o Goiás chega embalado após vencer o CRB na luta direta pelo acesso à Série A. 

Como joga o Goiás?
 Momento ofensivo 
 
O bom desempenho do Goiás na Série B passa mais pela defesa do que pelo ataque. Porém, não se pode negar que os Esmeraldinos possuem um equilíbrio ofensivo a partir de alguns movimentos padronizados. O técnico Marcelo Cabo soube aproveitar os mecanismos herdados do técnico Pintado e a chegada de Nicolas deixou o ataque esmeraldino mais dinâmico. 

A equipe basicamente faz uma saída de três a partir do movimento do volante Caio Vinicius caindo pelos lados (mais pelo direito) para liberar os laterais Hugo e Apodi com a ideia de alargar bastante o campo. Esse recuo de Caio Vinicius também tem o objetivo de arrastar algum adversário do centro, para abrir linha de passe por dentro.  

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Apodi acaba atuando basicamente como um ponta pelo corredor, já que Dieguinho flutua por dentro com boa capacidade de jogo entrelinhas. Ambos realizam troca posicionais ao variarem de corredor. 

No lado esquerdo, Alef Manga (que é dúvida para jogo contra o Brasil) é um ponta que vira um segundo atacante, aproveitando para atacar nos espaços deixados pelos movimentos de Nicolas. Os dois zagueiros também têm bom poder ofensivo com a bola. Reynaldo e David Duarte gostam de carregar essa bola, buscam constantemente o passe por dentro para Dieguinho, Nicolas ou Élvis e também passes diagonais para os laterais. 

Élvis é o grande personagem ofensivo da equipe. Além da liberdade para circular, buscando a bola no pé de zagueiros e volantes, o meia dá apoio dos dois lados do campo. O camisa 10 também costuma chegar de trás para finalizar.  

É muito característico do Goiás buscar o cruzamento na segunda trave da direita para a esquerda. Mesmo sem ir ao fundo, o Esmeraldino busca esse levantamento da intermediária para Alef Manga nas costas do zagueiro e lateral oposto. Hugo também aparece com frequência para pegar essa bola na segunda trave. 

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Momento defensivo 

O Brasil terá pela frente uma missão complicada. Encarar a defesa do Goiás, melhor da Série B do Brasileiro. Os Esmeraldinos sofrerem apenas 14 gols em 23 jogos e fecharem 12 partidas sem terem sofrido um gol. 

 
Fica nítido ao observar o Goiás, que é uma equipe compacta e com as linhas próximas no 4-4-2. Esse é um dos pilares defensivos do time de Marcelo Cabo. O time corre para frente e para trás muito próximo e quando se posiciona em bloco médio e baixo, pouco dá espaço para o jogo entrelinhas do adversário. A ideia é que os atletas fiquem posicionados nas linhas e não saiam em perseguições longas atrás do adversário. 

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Cobertura 
O sistema de cobertura é muito bem executado. O volante Caio Vinicius é o responsável por cobrir os zagueiros quando acabam saltando para pressionar. Raramente o Goiás não mantém a última linha com quatro jogadores. Outra cobertura é Rezende, volante, ocupar o centro quando Caio vai para a linha de defesa.  

Quando se observa os dados fica ainda mais clara a superioridade defensiva do Esmeraldino na Série B. É o líder em desarmes certos: 338 e também na média por jogo:14,70. É o terceiro time que menos sofre finalizações por partida e a equipe que mais força o adversário a perder a bola. 

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Como o Brasil poderá tirar vantagem? 

Apesar de ter a melhor defesa da competição, o Goiás também tem alguns pontos a serem explorados. Uma boa pressão alta que force o erro do Esmeraldino no campo de defesa é um deles, pois a dupla de zaga não é muito veloz e possui dificuldade de reagir rápido na transição defensiva. Outro espaço é por dentro quando o adversário consegue arrastar Rezende do centro e Caio precisa recompor a linha de defesa. Por isso Rildo atuando mais centralizado em alguns momentos poderá ser importante. Aliás, o camisa 10 do Xavante será a peça que pode fazer diferença. Como tem boa leitura de espaço, é ele que pode aproveitar as costas de Apodi no contra-ataque ou encontrar o corredor central para finalizar quando Caio precisar cobrir a linha defensiva. 

Assim como o Xavante, o Goiás também demonstrou dificuldade de defender bolas na segunda trave. Netto é alternativa para explorar essa bola vindo da esquerda com a dobradinha Rildo e Kevin. 

Goiás 
Plataforma: 4-2-3-1 
Variações: 4-3-3, 3-4-3  
Pontos fortes: solidez defensiva, equilíbrio tático, agressividade nos duelos 
Pontos fracos: velocidade de circulação de bola, marcação na segunda trave, reação ao perder a bola no campo de defesa 
Olho neleÉlvis 
Provável Goiás: Tadeu; Apodi, David Duarte, Reynaldo e Hugo; Caio Vinícius, Rezende e Elvis; Alef Manga, Diego e Nícolas. Técnico: Marcelo Cabo. 
Provável Brasil: Nogueira; Oliveira, Arthur, Camilo e Paulinho; Diego, Romulo, Rildo, Kevin e Netto; Erison. Técnico: Cléber Gaúcho 


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