Série B

O pedido do maestro

Diogo Oliveira cobra Brasil forte diante do São Bento, amanhã, para recuperar atmosfera sufocante do Bento Freitas na Série B

19 de Agosto de 2019 - 11h07 Corrigir A + A -
Camisa 10 destaca importância de manter DNA Xavante em campo (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Camisa 10 destaca importância de manter DNA Xavante em campo (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Em 2019, os números do Brasil dentro do estádio Bento Freitas não são nada bons. Em 14 jogos como mandante na temporada, o rubro-negro venceu apenas em quatro oportunidades. A incômoda realidade foi minimizada com a conquista dos três pontos diante do Vitória, na última partida em Pelotas. Para melhorar o retrospecto em casa e a situação na Série B do Brasileiro, o meio-campista Diogo Oliveira cobrou a mesma postura usada contra os baianos, desta vez amanhã, às 19h15min, diante do São Bento.

"Cabe a nós revertermos essa situação. A imposição tem que ser maior. Temos que jogar que nem como contra o Vitória, sufocando o adversário, com uma pegada muito forte. As equipes quando veem o Brasil aqui dentro, jogando dessa forma, elas sentem. Tem que voltar esse espírito, essa energia, essa sinergia entre os jogadores e os torcedores e que empurram o adversário pra trás, pra dentro do gol", comentou o camisa 10.

O problema não se limita ao Campeonato Brasileiro. Ainda no Gauchão, o Brasil venceu apenas uma vez em seus domínios, quando superou o Pelotas por 2 a 1 no clássico Bra-Pel. Nas outras cinco vezes como mandante, perdeu para Caxias, São Luiz e Aimoré e empatou com Grêmio e Novo Hamburgo. Dos 18 pontos possíveis no Bento Freitas, o clube conquistou cinco, em aproveitamento de apenas 27,7%.

Na Série B, os números são semelhantes. Em oito jogos na Baixada, foram três vitórias e cinco derrotas. Dos 24 pontos disputados em casa, o Xavante somou apenas nove, com 37,5% de aproveitamento. Com passagens importantes na história vitoriosa do clube nos últimos anos e acostumado com a calorosa torcida, Diogo Oliveira falou em recuperar a atmosfera sufocante do estádio com o legítimo DNA rubro-negro em campo.

"Particularmente eu tô sentindo falta dessa sinergia, dessa força do Brasil no Bento Freitas. E claro, quando o torcedor nos vê guerreando, brigando, marcando forte e com a bola tentando envolver o adversário, vem com a gente", comentou o camisa 10.

As seguidas trocas de comando na temporada dificultaram o processo de amadurecimento da equipe. Com metodologias diferentes de Paulo Roberto, Gustavo Papa - como interino -, Rogério Zimmermann e agora Bolívar na casamata, em um curto espaço de tempo, não houve sequência de trabalho. Logo, a identidade do time precisa ser fortalecida.

"O Bolívar tá tentando implantar sua filosofia sem tempo de treinamento. Foram sete jogos desde a parada da Copa América, onde ele procurou implantar taticamente, passando vídeos e pedindo pra gente fazer. Depois desses sete jogos é a primeira vez que tivemos uma semana de trabalho. São importantes esses treinos com bola, jogos-treino, para que ele possa encontrar esse equilíbrio que está faltando para a nossa equipe pra que a gente possa chegar aos resultados positivos", destacou.

Diante do São Bento, o Brasil deve ter uma postura mais próxima do ideal considerado por Bolívar. Na sexta-feira da semana passada, o lateral esquerdo Pará mostrou que está pronto para voltar ao time titular. Agudo, o jogador fez ultrapassagens em velocidade e auxiliou frequentemente o sistema ofensivo. Com isso, Ricardo Luz deve deixar a equipe e Ednei voltar à lateral direita, o que aumenta a perspectiva sobre o equilíbrio tático da equipe.

"Conheço o São Bento, apesar de não estar vivendo um momento bom dentro da competição é uma equipe que tem qualidade. Tem uma característica do futebol paulista que busca envolver o adversário e toca bem a bola. É um confronto muito direto, e isso é importante pra deixar eles mais atrás e nós subirmos na tabela. Por isso que a gente fala que é de seis pontos. Você pontuando sempre, mantém eles atrás de você", projetou Diogo.

A única dúvida de Bolívar para o confronto está no meio-campo. A briga é entre Murilo Rangel e Branquinho. O segundo, porém, ainda não recuperou totalmente sua condição física após lesão. Com isso, a tendência é que Rangel comece entre os titulares.

Contra o São Bento, Bolívar deve escalar o Brasil com Carlos Eduardo; Ednei, Camilo, Bruno Aguiar e Pará; Leandro Leite, Carlos Jatobá, Diogo Oliveira, Murilo Rangel (Branquinho) e Cristian; Rafael Grampola.

 


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