Série B

"Nós temos que estar mirando o sol para alcançar as estrelas", diz Hemerson Maria

Em entrevista à Rádio Gre-Nal, técnico Xavante traçou os objetivos do clube na Série B

17 de Maio de 2020 - 19h43 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Em 2014, Hemerson Maria conquistou o título da Série B (foto: Divulgação)

Em 2014, Hemerson Maria conquistou o título da Série B (foto: Divulgação)

Na manhã deste domingo (17) o técnico Hemerson Maria deu entrevista à Rádio Gre-Nal, de Porto Alegre, e revelou os objetivos do Brasil na temporada 2020. Apesar de traçar a meta principal em direção à permanência na Série B, o novo comandante do rubro-negro não esconde o desejo de brigar pelo acesso mais uma vez na carreira.
"A frase que eu digo aos atletas é: nós temos que estar mirando o sol para alcançar as estrelas", afirmou Maria na entrevista a emissora da capital.

Hemerson sabe que terá um desafio enorme pela frente. Além da crise da Covid-19, que impossibilita que o treinador se apresente ao clube, o técnico terá que lidar com o menor orçamento da Série B. Situação que não é novidade em sua carreia. Foi assim no Vila Nova, onde fez boas campanhas nas temporadas 2017 e 2018, e que não o impede de sonhar e repetir o feito de subir para a Série A como fez com o Joinville.

"Primeira meta é permanecer na Série B. Depois, buscar uma colocação na parte intermediária e, estando nessa parte, por que não correndo bem e todos trabalhando juntos, podemos ser uma surpresa e buscar uma classificação na Série A do Brasileiro?", disse o técnico Xavante.

O treinador foi questionado sobre as semelhanças e diferenças entre o Joinville, com quem conquistou a Série B de 2014, e o Brasil. A principal delas, segundo o técnico, é a questão de estruturação financeira do clube. O JEC encontra-se em uma das cidades mais ricas e industrializadas de Santa Catarina. Já, Pelotas, não possui o mesmo poder de investimento. Outro ponto é que o rubro-negro passa por uma reestruturação física e administrativa. Em ambos os clubes Maria gostou do que ouviu dos presidentes em relação ao comprometimento com o avanço estrutural das instituições. Para Maria a grande vantagem, em relação ao Joinville, é o apoio do torcedor.

"A torcida do Brasil é fantástica. É aguerrida, do jeito que gosto de trabalhar. Eu vi de perto as vezes que estive em Pelotas", ressaltou Hemerson.

Meritocracia
Maria elogiou o antecessor Gustavo Papa. "Quero parabenizar o trabalho do Gustavo Papa. É um treinador que tem muito futuro". Mesmo assim acabou sendo questionado sobre o estilo de jogo apresentado pelo Xavante no Gauchão deste ano. O técnico Xavante manteve a postura de não criticar os antecessores e apenas destacou que gosta de uma equipe organizada ao atacar e que saiba o que deve ser feito com a bola.

Em outra pergunta polêmica, referindo-se ao capitão Leandro Leite e a idade avançada do volante, Hemerson destacou que não observa esse fator. Destaca a importância do capitão na história do clube, mas deixou claro que irá jogar quem estiver melhor.

"Trabalhei com Kleber Santana, com Marquinhos, Fernandez, Marcelo Costa que foi meu capitão, atletas com idade avançada. Respeito total à história do Leandro. Faz parte dessa história vencedora do Brasil. É um símbolo. O critério é da meritocracia. Independente da idade vai jogar quem estiver bem. Caso não esteja ajudando dentro do campo, vai esperar o seu momento. Isso é feito olho no olho. Não é pelo histórico que o atleta terá cadeira cativa", finalizou o treinador.


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados