Série B

“Não muda o conceito, muda a plataforma tática”, afirma Simião

Wellington Simião destaca o quanto a parte tática o fez crescer de rendimento na temporada xavante

16 de Setembro de 2020 - 15h40 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Simião ganhou uma oportunidade contra o Náutico e correspondeu (Foto: Carlos Insaurriaga/GEB)

Simião ganhou uma oportunidade contra o Náutico e correspondeu (Foto: Carlos Insaurriaga/GEB)

Wellington Simião foi titular nas duas últimas partidas do Brasil. Primeiro substituiu Gegê contra o Náutico, jogando como um meia central, e depois ocupou a vaga do Sousa, jogando de volante, diante do Guarani. Nos dois jogos acabou realizando funções bem diferentes. O entendimento tático do atleta pode ser apontado como a justificativa para a escolha do técnico Hemerson Maria.

Gegê acabou se lesionando na véspera da partida contra o Náutico. À noite, Maria avisou Simião que ele iria atuar. O volante não havia jogado contra o Cruzeiro na rodada anterior, mas mesmo assim estava preparado e foi fundamental na vitória diante do time nordestino.

“Precisamos estar preparados para todas as situações. O atleta no Brasil (país), ele tem uma cultura um pouco diferente do europeu. Os treinadores na Europa mudam três ou quatro peças por jogo. Aqui no Brasil o atleta se sente mal, pois ele quer continuidade. Para render tem que ter sequência, é o que o atleta fala. Na Europa, não. Lá ele entende que para determinado jogo as características dele são compatíveis, mas em determinados não é. Como eu já estive fora do país e consigo entender um pouco essa questão tática, isso me ajuda a jogar em outras posições e a entender em qual momento da partida as minhas características encaixam ou não. É preciso ter essa compreensão tática para os atletas evoluírem e o futebol brasileiro evoluir”, afirmou o meia.

Padrão

Simião elogiou o trabalho da comissão técnica desde o início da pandemia. Para ele, tanto os treinos físicos, quanto s palestras táticas foram fundamentais para o Brasil alcançar o entendimento atual em relação ao modelo de jogo do técnico Hemerson Maria. Ele explica que, mesmo a equipe mudando, o esquema em campo e as ideias sempre estiveram presentes.

“São variações táticas. Os conceitos são os mesmos, o que varia é a plataforma tática do 4-1-4-1 para o 4-4-2, para o 4-2-3-1. Do 5-4-1 para o 5-3-2. Pressão pós-perda, agressividade no setor, fechar as linhas de passe. Isso assimilamos muito bem e tudo foi treinado”, finaliza o jogador xavante.


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