Gauchão 2019

"Não interessa quem chega melhor"

Técnico Diego Gavilán descarta favoritismo do Pelotas para o clássico deste domingo (17)

14 de Março de 2019 - 10h00 Corrigir A + A -

Por: Henrique Risse
esporte@diariopopular.com.br 

Diego Gavilán não vai alterar a rotina de treinamentos. (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Diego Gavilán não vai alterar a rotina de treinamentos. (Foto: Carlos Queiroz - DP)

A semana Bra-Pel é realmente diferente. Tão diferente que quem apareceu na tarde desta quarta-feira (13) para conceder entrevista coletiva no estádio da Boca do Lobo foi o técnico Diego Gavilán. O comandante paraguaio, que não é adepto das entrevistas pré-jogo, fez uma exceção para falar sobre o maior clássico do interior do Rio Grande do Sul.

"Lógico que a semana de clássico sempre mexe com todo mundo. Seria um absurdo, uma mentira enorme, dizer que para o jogador, treinador, diretoria, vocês da imprensa, que a semana de clássico não mexe de uma maneira diferente. Mas dentro daquilo que é treinamento, tudo com relação à preparação para o jogo, da minha parte não muda muito. É lógico que tem detalhes que precisamos cuidar, detalhes que vão além da forma de preparação para o jogo", comentou o comandante do Pelotas.

Com o Lobão perto da classificação e o Brasil brigando para não cair, é obvio que se aponte o time da Avenida como favorito. Gavilán, no entanto, não acredita em favoritismo e garante que vai procurar a melhor estratégia para tentar tirar proveito do mau momento do adversário. "Em primeiro lugar, clássico é clássico e não interessa quem chega melhor e quem chega pior. Esse papo não funciona, para mim não funciona. Sobre a estratégia, os treinos são para isso, temos uma ou outra estratégia e vamos tentar escolher a melhor. O time está bem, está correndo bem, para mim está em um momento melhor com relação a outros momentos onde tivemos dificuldade no decorrer do campeonato."

Rotina semelhante
Enquanto a torcida vive ansiosamente o clássico, Gavilán prefere adotar a cautela. O treinador sabe que a atmosfera da cidade é diferente, mas faz questão de ressaltar que a preparação de sua equipe será a mesma de todos os outros jogos. "Não temos muito o que mudar, a rotina não muda muito. É lógico que, à medida que vão passando os dias, o jogo começa a mexer com o pessoal, isso é inevitável. O que tem a ver com a nossa rotina, com o nosso ambiente, não muda absolutamente nada. O treino vai ser igual, a intensidade vai ser igual. Todo mundo quer jogar e o trabalho de decisão é nosso. O resto, é uma situação que vamos ter que trabalhar para passar essa tranquilidade para que eles possam chegar bem."

Esse trabalho a que se refere o comandante paraguaio é a conversa com os atletas. E é aí que a vasta experiência dele como jogador pode fazer a diferença. Enquanto ainda jogava, Gavilán disputou clássicos por clubes como Internacional, Grêmio, Cerro Porteño, Newcastle (Inglaterra), Newell's Old Boys e Independiente (Argentina). "Um clássico tem muitos fatores. Vencer o clássico traria uma consequência importante, confirmaria a nossa classificação. E se acontecer o contrário é a mesma coisa. Dentro do planejamento, conversas com jogadores, detalhes, equilíbrio emocional, foco no jogo, o que acontece fora é de fora, não perder a cabeça. São detalhes que a experiência a gente viveu como jogador e vamos passar para eles."

Mistério na escalação
Diego Gavilán tem apenas um desfalque para enfrentar o Brasil neste domingo (17) - o lateral direito John Lennon, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. E dois jogadores disputam a posição: Adriano Lara e Aquilino Giménez. Mas, segundo o treinador, uma mudança de esquema tático também não está descartada

"Vamos usar as ferramentas que nós temos. Se decidirmos não mexer muito, vamos escolher a melhor peça. Não descarto também mudar o esquema, para poder criar uma situação para aproveitar o momento. Precisamos classificar, estamos perto, mas não descarto ninguém. Pode ser Lara, pode ser Aquilino, posso jogar com três zagueiros, com dois alas. Graças a Deus hoje, tirando o John Lennon que está suspenso, tenho o elenco inteiro para escolher as melhores ferramentas e o esquema que eu quero de acordo com o planejamento para o jogo."

Até quanto ao retorno de Reinaldo Dutra, titular absoluto do time, o treinador resolveu fazer mistério. Ele elogiou Reinaldo Silva, substituto de Dutra contra o Veranópolis, e deixou em aberto qual dos dois começará jogando no Bento Freitas. "O Reinaldo (Dutra) tem uma característica que ajuda muito o sistema que a gente vem utilizando, além de uma virtude que todo mundo já conhece (cabeceio) e é uma ferramenta a mais que nós vamos tentar utilizar da melhor forma. O Reinaldo Silva fez um bom trabalho no último jogo com o Veranópolis, tentando fazer a mesma função do Dutra e hoje temos a possibilidade de escolher um ou outro", finalizou Diego Gavilán.


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