Esquenta Bra-Pel

Marcos Paraná: camisa 10 decisivo em 2012

Jogador rubro-negro marcou a história do Bra-Pel quando o Brasil estava desacreditado

05 de Abril de 2021 - 16h12 Corrigir A + A -
Camisa 10 fez dois golaços nos clássicos 350 e 351  (Foto: Divulgação - DP)

Camisa 10 fez dois golaços nos clássicos 350 e 351 (Foto: Divulgação - DP)

A famosa gangorra Bra-Pel não significa nada quando o assunto é clássico. Em 2012, o Brasil estava na Série A2 do Campeonato Gaúcho e o Pelotas na elite, mas a dupla se reencontraria na Copa Hélio Dourado. Era o início de um projeto rubro-negro vencedor, capitaneado por Rogério Zimmermann. Na época, Marcos Paraná chegou ao estádio Bento Freitas e rapidamente caiu nas graças do torcedor com sua fala irreverente, algumas polêmicas e um futebol refinado, digno de um camisa 10.

Naquele ano, o meio-campista teve a oportunidade de atuar em dois clássicos. Hoje, o experiente jogador de 35 anos relembra a carreira e aponta: “É diferente. Já joguei Ba-Vi, Ca-Ju, Paraná e Coritiba. Mas em nenhum deles eu fui tão reconhecido pelo torcedor. É uma coisa muito forte quando você decide o jogo para o Xavante”, comenta.

No Bra-Pel 350, na Boca do Lobo, o Pelotas vinha em um momento melhor na Copinha. Marcos Paraná recorda que se falava nos bastidores que o Brasil seria “facilmente derrotado” no clássico. O jogo começou e o Pelotas abriu o placar com gol de falta de Tiago Renz. E o Lobo pressionava atrás do segundo gol. “O camisa 10 tem que dar uma desligada do jogo, respirar e analisar o que está acontecendo. Comecei a ver onde podia explorar e falei pro Leandro Leite e pro Washington me darem a bola. Eles diziam que eu estava muito marcado e insisti. Me dá a bola, não interessa, eu dizia”, lembra

Marcos estava vigiado de perto por Tiago Gaúcho, ex-capitão do Lobo. “O Leandro deu a bola em mim, eu deu um drible de letra no Tiago, ele se desequilibrou e nisso a bola ficou na feição. Estufei o peito pra frente, tem que fazer isso pro chute sair bom. E chutei. Quando a bola saiu do meu pé, já sabia que seria gol”, descreve. Naquele jogo, ele ainda daria uma assistência para a virada do Brasil, em gol marcado por Márcio Jonathan. Brida deixaria tudo igual de pênalti: 2 a 2.

No clássico seguinte, uma discussão com Zimmermann deixou Paraná no banco. “Mas ele me prometeu que ia me colocar (risos)”. Dito e feito: o jogador saiu do banco para acertar uma pancada no ângulo esquerdo de Bruno Hepp, num belíssimo gol no Bento Freitas. “É bem diferente, como qualquer clássico. Ele vale mais. Não nos pontos, mas vale mais na confiança do pós-clássico. Se tu perder vai lá pra baixo”, alerta Paraná, em dica valiosa para o Bra-Pel de logo mais.


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