Gauchão 2020

Mais coragem

Em dois jogos até aqui no Gauchão, Pelotas mostra timidez ao ter a bola e grupo passa por cobrança de atitude

27 de Janeiro de 2020 - 19h04 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Felipe Chaves teve trabalho com o ataque Colorado, mas marcou o gol de honra do áureo-cerúleo (foto: Ricardo Duarte - AI Inter)

Felipe Chaves teve trabalho com o ataque Colorado, mas marcou o gol de honra do áureo-cerúleo (foto: Ricardo Duarte - AI Inter)

Pelotas permitiu uma média de 16 passes do Inter por posse de bola no primeiro tempo

Pelotas permitiu uma média de 16 passes do Inter por posse de bola no primeiro tempo

Já o Colorado não deu espaço para o áureo-cerúleo tocar a bola na partida

Já o Colorado não deu espaço para o áureo-cerúleo tocar a bola na partida

O nível dos adversários é incomparável, mas diante de Novo Hamburgo e Internacional o Pelotas foi passivo. Esse é um diagnóstico claro e escancarado pela direção, na voz do coordenador de futebol Tiago Gaúcho, e dos jogadores, na fala do zagueiro Felipe Chaves, após a partida no Beira-Rio no domingo. Os números também demonstram um Lobo com dificuldades para jogar. Errando muitos passes e criando poucas chances de gol.

No duelo contra o Inter, o Lobo acertou apenas 69,4% dos passes. Santana, Juliano Tatto e Osvaldir, responsáveis pela saída de bola áureo-cerúlea, foram os jogadores com média menor que 60%. Somam-se a isso 67 posses perdidas - outras 20 foram de passes errados - por erros técnicos e derrotas em duelos. A maioria das perdas, 73%, ocorreu no campo defensivo e na intermediária. Os dados deixam claras as dificuldades que o áureo-cerúleo teve dentro de campo no Beira-Rio. Após o confronto, o coordenador Tiago Gaúcho falou em mudança de atitude. A mesma linha utilizada por Felipe Chaves, o zagueiro que marcou o gol de honra no segundo tempo.

"Deveríamos ter um pouco mais de coragem para jogar. Ficar um pouco mais com a bola. Infelizmente foi isso que aconteceu, não podemos lamentar e temos que olhar o que erramos, que foi muita coisa, e preparar para quarta-feira", analisou o defensor.

Chaves usou a expressão "a gente olhou eles jogarem". De fato, o Pelotas "viu" o Inter conduzir a partida de maneira tranquila. Durante o primeiro tempo, o Pelotas "permitiu" que o Inter trocasse uma média de 16 passes a cada posse de bola. O Colorado, desconte-se a diferença técnica das duas equipes, permitiu apenas dois passes por posse aos áureo-cerúleos entre os minutos 16 e 30, quando saiu o primeiro gol. O técnico Picoli reconheceu a estratégia equivocada para o confronto e assumiu parte da culpa pelo resultado. Já Chaves foi em outra linha e absolveu o treinador de qualquer responsabilidade. "Nosso treinador não tem culpa. Os culpados somos nós jogadores, nós que fazemos dentro de campo, nós jogadores que temos culpa no resultado de hoje (domingo) e no jogo passado. Precisamos de um pouco mais de atitude nossa. Mudar a forma como a gente entra em campo", afirmou.

Treinos
O Pelotas treinou em Porto Alegre e depois deslocou-se para Erechim nesta segunda-feira (27). O técnico Picoli ainda trabalhará nesta terça com o grupo que irá enfrentar o Canarinho, às 20h, no Colosso da Lagoa. A princípio, o treinador não tem desfalque para o confronto.

Adversário
Com 100% de aproveitamento, o Ypiranga é o vice-líder do Grupo A. Perde para o Colorado no saldo de gols. A equipe é comandada pelo técnico Paulo Henrique Marques que, nas duas últimas temporadas, fez boa campanha com o São Luiz. Marques repetiu o time nas duas partidas até aqui. Os destaques são Saimon, ex-Grêmio, Clayton e Leilson, ex-São Luiz, e Zotti, ex-Brasil. Caso mantenha o mesmo time, o Canarinho deve atuar com: André; Muriel, Saimon, Diogo e Henrique; Fidelis, Clayton, Jean Silva, Leilson e Zotti; Neto.

Mudança
A partida entre Pelotas e Juventude passou de sábado para domingo. A bola irá rolar às 20h na Boca do Lobo.

 

 


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