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Luta além do dojo

Meninas pelotenses realizam campanha para conseguir defender a Seleção Brasileira

10 de Junho de 2019 - 16h00 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Pan-Americano. Maria Eduarda e Andressa querem representar o país. (Foto: Divulgação - DP)

Pan-Americano. Maria Eduarda e Andressa querem representar o país. (Foto: Divulgação - DP)

Andressa e Maria Eduarda lutam karate shotokan em categorias diferentes. A primeira é mais velha, tem 17 anos, e disputa na juvenil. A segunda tem 14 anos e é infantojuvenil. Ambas são faixas pretas e treinam com o sensei Jeferson Vieira, na academia Hiryu-Kan, há sete anos. Na hora do combate, elas não entram no dojo, local onde são disputadas as lutas de karate, juntas, mas fora dele estão sempre próximas. Ainda mais neste momento, quando a luta delas passa a ser por viabilizar um sonho: representar o Brasil em uma competição internacional.
As duas amigas do bairro Simões Lopes, onde fica localizada a Hiryu-Kan, conquistaram o direito à convocação para o Pan-Americano da Colômbia, que será realizado em agosto, no Campeonato Brasileiro da modalidade realizado em maio. Andressa Dutra ficou com o 3º lugar no kumite (luta) e 4º no kata (forma). Já Maria Eduarda acabou em 2º no kumite. As três primeiras colocadas conquistaram a vaga para lutar em Bogotá.

Porém, o maior desafio não será dentro do dojo na Colômbia, mas sim chegar até o país vizinho. Nenhuma das famílias tem condições de bancar a ida para a disputa da competição pan-americana. O custo fica na casa de R$ 6 mil para cada uma. Inclui transporte de Pelotas até Porto Alegre. Da capital gaúcha para São Paulo e depois para Bogotá na Colômbia. Além das passagens, hotel, alimentação e custo do passaporte.

“O esporte, que não seja o futebol, não é valorizado em Pelotas. Por isso é importante a nossa ida, para mostrar o crescimento da academia, que vem conseguindo grandes resultados, dá visibilidade para o nosso esporte”, disse Andressa.

Aliás, Andressa sabe bem as dificuldades de conseguir apoio para quem pratica karate. Em 2017, ela classificou-se para o Mundial. Apesar de realizar uma campanha, acabou não alcançando a meta e precisou adiar o sonho de lutar fora do país. Sonho esse que está muito vivo no pensamento de Maria Eduarda. “Um sonho que está se revelando, que está cada vez mais perto. Poder representar o Brasil e a nossa cidade”, disse a sorridente menina.

A esperança das meninas é a luta do sensei Jeferson, técnico das meninas. Ele não cansa de correr atrás de contribuições para ver as duas lutando contra adversárias de todo o mundo.

O combustível para encarar esse desafio é orgulho de um trabalho de 32 anos como carateca. “É muito gratificante. As duas começaram comigo, uma com sete e outra com nove. É um sonho conseguir enviar elas e com grande chance de conseguir subir no pódio. Estamos nessa batalha, pois automaticamente elas estarão dentro da Seleção Brasileira para o Mundial no ano que vem no Japão”, disse.

Como apoiar
Para conseguirem desembarcar na Colômbia, as meninas estão realizando uma vaquinha através do site Vakinha.com. Quem quiser poder acessar os links: http://vaka.me/592477 e http://vaka.me/592060 para contribuir, ou entrar em contato pelo telefone/WhatsApp (53) 98134-7383 e falar com o sensei Jeferson. As contribuições devem ser feitas até o dia 5 de agosto, quando a última parcela junto à FKA (Federação de Karate) deve ser quitada.


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