Novo comando

General na área

Bolívar é apresentado valorizando trabalho de Papa e prometendo resgatar fator Bento Freitas

15 de Julho de 2019 - 14h54 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Bolívar deu o primeiro treino aos jogadores que pouco ou não atuaram diante do Botafogo-SP (Foto: Jô Folha - DP)

Bolívar deu o primeiro treino aos jogadores que pouco ou não atuaram diante do Botafogo-SP (Foto: Jô Folha - DP)

Na primeira coletiva, Bolívar falou em resgatar a força Xavante de atuar no Bento Freitas (Foto: Jô Folha - DP)

Na primeira coletiva, Bolívar falou em resgatar a força Xavante de atuar no Bento Freitas (Foto: Jô Folha - DP)

Bolívar chegou. O general que irá comandar o Brasil na Série B, a partir desta quinta-feira (18) às 21h30min contra o Paraná pela 10ª rodada, foi apresentado no Salão de Honra do Bento Freitas. Nas primeiras palavras exaltou o trabalho de Gustavo Papa e a importância de resgatar a força do Bento Freitas.

"Estou muito feliz com esse desafio e oportunidade. Poder reencontrar pessoas com quem trabalhei ao longo da carreira Gustavo, Cirilo, Rodrigo e Alex. Pessoas que vão nos dar um apoio muito importante por conhecer a história do clube. Eu por ter vestido essa camisa, conheço muito bem a força que tem essa torcida. Agora tendo a oportunidade como técnico de representar uma torcida muito apaixonada", afirmou Bolívar.

O novo técnico citou Papa várias vezes na coletiva. Principalmente para elogiar a atuação do Xavante no último sábado na vitória diante do Botafogo. Bolívar revelou ter conversado bastante com o ex-companheiro de Inter e Grêmio. Destacou também a importância de chegar após uma vitória. "A gente acompanhou a grande maioria dos jogos da Série B. Como o Jefferson, o Rodrigo e o próprio Gustavo já haviam me passado. E no sábado pude acompanhar e muito feliz. Independentemente da atuação os três pontos são importantes. Chegar para uma semana de trabalho com uma vitória como foi, de muita superação, de entrega dos atletas diante de um adversário que está brigando na parte de cima do trabalho. Agora temos a nossa filosofia de trabalho, o Gustavo foi atleta e sabe muito bem o que a gente pensa de futebol, já conversamos bastante sobre isso. Possamos ter um Brasil competitivo, forte, em uma competição que exige muito equilíbrio", analisou o novo técnico.

Essa será a maior oportunidade da recente carreira de Bolívar. Após deixar os gramados em 2015, o técnico ficou dois anos se preparando para a nova função. Estreou como técnico no União Rondonópolis, passou pelo Barra de Camboriú, até chegar a Novo Hamburgo e Cianorte nesta temporada. Os dois últimos trabalhos credenciaram Bolívar para acertar com o rubro-negro.

"Todo clube que eu assumo é um desafio. Parei, fiquei dois anos me preparando com cursos e os trabalhos que realizei chamou a atenção do Brasil. É sempre bom trabalhar com desafios. Chegar em um clube que tem uma tradição, visibilidade muito grande, uma competição que acaba representando muito não só para o clube, mas para cidade e uma região. E poder fazer parte dessa história. Muito preparado para esse momento", disse.

Modelo reativo
O Brasil não terá uma ruptura muito grande de modelo de jogo. Assim como Rogério Zimmermann, Bolívar é um treinador que prioriza a parte defensiva e gosta de transições rápidas ao ataque. Com o profissional, vieram o auxiliar técnico Patrício e Jefferson Ramos. Ambos tem uma porcentagem importante no trabalho do treinador na hora de analisar os rivais. "Eu trabalho muito em cima do que apresenta o adversário. Tu podes mudar em meio de um jogo com atletas polivalentes. Mais que esquemas, é importante um time competitivo e com atletas que sejam competitivos", afirmou o treinador, que ainda ressaltou a importância do Bento Freitas: "Fazer valer o fator Bento Freitas que é muito importante. Conversamos muito, o Patrício e eu, e quando vínhamos jogar com Inter e Grêmio aqui, a paixão de vir enfrentar um time aguerrido com uma torcida sempre foi muito forte. Quero novamente trazer esse torcedor".

Reforços
Sobre contratações, Bolívar destacou a importância do atual elenco. Afirmou que só pensará em prováveis contratações depois das primeiras semanas de trabalho. "Primeiro valorizar os atletas que temos aqui. É muito precoce definir o que é necessário até o final da competição. A gente sabe o quanto é importante ter jogadores de qualidade, pois são muitos jogos e haverá problemas de lesão e cartão. Precisamos de atletas para manter a mesma qualidade. A direção sabe disso e conversamos sobre isso. Vamos ter feedback essa semana e nos primeiros jogos. Ser o mais pontual possível, ser o mais objetivo", disse.

Atrasos
A questão dos salários atrasados tem pautado as discussões sobre o Brasil. Foi um dos motivos que levou o técnico Rogério Zimmermann a deixar o Bento Freitas. Questionado sobre o quanto a dificuldade financeira pode dificultar o trabalho no vestiário, Bolívar demonstrou pouca preocupação sobre o assunto. "Vários clubes passam por situações financeiras. Nossa primeira conversa foi muito clara e o presidente já tem a situação para que isso seja solucionado. Sabemos o quanto é difícil, mas a prova disso foi a vitória. O presidente já deixou muito claro que ia ser solucionado. A transparência do Ricardo que faz ter a credibilidade que os jogadores têm e o retorno que os atletas deram é uma prova de que o Brasil estará mais acima na tabela"

Treino
Após a coletiva, Bolívar foi para o campo. Ao lado de Cirilo e Gustavo Papa, deu o primeiro treino para os atletas que jogaram pouco ou não entraram em campo no sábado. O preparador físico Márcio Vitória também trabalhou pela primeira vez com o grupo. As boas notícias ficaram por conta de Ednei e Bruno Aguiar. A maior preocupação para o jogo de quinta-feira será a lateral esquerda. Nem Pará, nem Sousa, que deixou o gramado lesionado no sábado, subiram do vestiário. Ednei poderá jogar pelo setor. Foi utilizado assim no Novo Hamburgo por Bolívar. Também não treinaram Maicon Assis e Branquinho. Já Pereira, apesar de estar visivelmente fora de forma, trabalhou normalmente.

Retorno
Cláudio Fabrício Montanelli está voltando ao Xavante. O ex-presidente, e que foi diretor de futebol do rubro-negro em boa parte do mandato de Ricardo Fonseca, deve reassumir a função no futebol.


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