Série B

Força física e falta de pontaria

Adversário do Brasil nesta segunda, Botafogo-SP, não vence há cinco partidas devido ao mau aproveitamento nas finalizações

20 de Setembro de 2020 - 11h37 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Wellington Tanque é o jogador quem mais finaliza na Série B

Wellington Tanque é o jogador quem mais finaliza na Série B

O Brasil irá encarar às 20h desta segunda-feira (21) um dos times que mais finaliza na Série B. O Botafogo-SP chuta, em média, 10,3 vezes por partida. Porém, é também a equipe que mais perde gols, o que explica ter balançado a rede apenas seis vezes na competição, assim como o Brasil, e estar na 14ª colocação com oito pontos.

A força ofensiva do Pantera vem dos lados do campo e principalmente do jovem atacante Ronald. O jogador é quem mais e melhor dribla na Série B, com 2,8 dribles por jogo e 61% de aproveitamento. As jogadas pelos corredores sempre buscam o centroavante Wellington Tanque. E é o ex-áureo-cerúleo que melhor representa a situação da equipe. Tanque é quem mais finaliza na Série B, com 2,9 chutes por jogo, porém é também quem mais perdeu chances claras na competição: seis.

Apesar da dificuldade de fazer gol, Tanque é peça-chave no modelo de jogo do técnico Claudinei. Seja na ligação direta dos zagueiros e volantes - que apresentam dificuldades para construir -, seja fazendo o movimento de pivô para os atacantes que correm de frente na transição ofensiva.

A plataforma tática do Botafogo na hora de atacar é o 4-2-3-1, com Ronald como ponta direita e Rafinha, ex-Brasil, como o ponta com pé trocado no lado esquerdo. Matheus Anjos é o meia central e o jogador de maior mobilidade. Porém, Claudinei pode promover a estreia de Bady contra o Xavante.

Físico
Um dos pontos fortes do time paulista é a questão física. Os volantes e defensores são atletas fortes e menos técnicos. Se por um lado deixa o time com maior dificuldade na hora de construir, por outro facilita no momento defensivo para roubar a bola e sair em velocidade.

O time de Ribeirão Preto possui 59 duelos por partida - 39,6 no chão e 19,4 pelo alto - com 50,5% de aproveitamento. O Brasil, em comparação, tem 45 e 48%, respectivamente. Para o confronto desta segunda, Claudinei não terá Vinícius Bolt, suspenso, e deverá jogar com Naldo ao lado de Elicarlos.

Outra situação interessante do Botafogo-SP é a pressão alta quando o adversário dá tempo para o time realizar os encaixes. No entanto, quando o Pantera não rouba a bola, a recomposição dos pontas acaba sendo lenta e o time paulista se torna vulnerável pelos lados do campo.

Reforços
O Brasil está perto de assinar mais duas contratações para o restante da temporada. O lateral direito Felipe Albuquerque, 20 anos, chega por empréstimo junto ao Grêmio. O jogador inclusive vinha treinando no profissional devido à lesão de Victor Ferraz. Felipe é um lateral que demonstra equilíbrio entre atacar e defender e se diferencia pela leitura de jogo. É um atleta com facilidade para compor a linha de quatro na defesa e atacar o espaço pelo corredor.

Quem também deve reforçar o Xavante é o centroavante Joarlem, o Jô, de 25 anos e 1,95m e altura. O atleta passou por exames médicos e ficará um período de 15 dias treinando com o elenco rubro-negro por indicação do técnico Hemerson Maria. Caso se adapte ao modelo de jogo, deve assinar com o clube. Jô esteve no Linense na temporada, mas acabou não atuando. Em 2018 e 2019 jogou na Segunda Divisão do Japão.


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