Série B

Foco além do São José

Jogo-treino deste sábado, às 17h, na Baixada, fica em segundo plano em entrevista de Zimmermann, que se mostra preocupado com o clube

19 de Abril de 2019 - 18h11 Corrigir A + A -
Zimmermann prepara equipe para estreia na Série B  (Foto: Jonathan Silva - Especial DP)

Zimmermann prepara equipe para estreia na Série B (Foto: Jonathan Silva - Especial DP)

Existem técnicos que estão restritos a falar apenas do jogo de futebol em seus clubes. Não é o caso de Rogério Zimmermann. O sucesso do Brasil nos últimos anos foi alcançado com a participação do treinador que, mais uma vez, chega em um momento de crise no Bento Freitas. Assim como na temporada passada, a esperança do torcedor está depositada na capacidade do ídolo rubro-negro em realizar feitos mesmo contra os números e as probabilidades. Justamente por esse engajamento, o jogo-treino com o São José deste sábado, às 17h, ficou em segundo plano durante a coletiva que antecedeu o último teste antes da estreia na Série B.

Ao conversar com os repórteres na última quinta-feira, o treinador xavante foi absolutamente sincero ao falar sobre o momento vivido pelo Brasil. "Talvez tenhamos dificuldade em função de tudo que vocês acompanharam. No último ano o Brasil beirou a sair da Série B. No Gauchão também. São sinais. É do conhecimento de vocês que a parte financeira do clube não está no seu melhor momento", comentou.

O retorno de Zimmermann ao comando rubro-negro ocorreu depois de uma manobra financeira entre direção, apoiadores e Federação Gaúcha de Futebol, a fim de quitar os débitos com o treinador. O esforço se deu pela ampla capacidade do ídolo em solucionar problemas e montar uma equipe competitiva com menores investimentos, na tentativa de driblar a crise no Bento Freitas.

"Esse foi o pedido da direção para meu retorno. Minha vinda para aqueles jogos (em 2018) não estava previsto. Como esta agora também não estava. Mas a situação não tá boa, pelo menos me contrataram para dentro da minha área. As outras têm que melhorar. Dentro do campo é resultado para colaborar com aquilo que o clube precisa", salientou.

Com a campanha de quase rebaixamento no Campeonato Gaúcho deste ano, o torcedor está ressabiado em relação ao grupo montado ainda pelo ex-treinador Paulo Roberto Santos. Entretanto, sequer Zimmermann pode tranquilizar o sentimento de desconfiança das arquibancadas em relação ao futebol que será entregue na competição nacional, tendo em vista seu pouco tempo de trabalho e do investimento limitado.

"Vocês acompanharam mais do que eu, talvez tenham condições de avaliar melhor que eu. Estou há duas semanas, não posso dizer o nível que vamos atingir. Eles tiveram um pré-temporada muito pequena e isso pode ter prejudicado. Sei que são esses jogadores, com mais três ou quatro. Cabe a mim fazer esses jogadores crescerem, utilizar o trabalho no tempo que eles não tiveram e explorar o máximo. Esse máximo eu não consigo responder o que será", argumentou.

Testes e improviso
Na semana que antecede a estreia na Série B, diante do RB Bragantino, Zimmermann ainda lida com problemas para montar o time. Após as saídas de Michel e Luiz Eduardo, o único centroavante disponível no elenco é Fabrício, de 18 anos. No último teste, Douglas Baggio foi utilizado na função, algo que deve ser comum nas primeiras rodadas da competição.

"É possível tentar fazer alguma coisa por um período de duas ou três rodadas. Você precisa de jogadores para essa posição. Para não colocar a responsabilidade num menino. Qualquer clube lança atletas da base quando o time está bem, porque ele entra seguro. Não dá pra colocar essa responsabilidade. Você tem que trazer alguém com nível de Série B. Pode não ser bom para o clube, nem para o Baggio, não pode ser para o campeonato todo, mas se o jogador está tão bem que supera esse experiente, melhor ainda. É uma questão de emergência. Eu coloquei o Baggio, mas isso pode não ser para o campeonato inteiro. Não é o ideal", apontou.

Para o jogo-treino deste sábado, Zimmermann sequer projeta equipe. A ideia é dar minutagem a todos atletas do elenco. "Eu não pensei nisso ainda. O Murilo e o Juba chegaram um ou dois dias antes do primeiro teste com o São José e eu coloquei eles para 20 ou 25 minutos só para eles conhecerem o grupo. Sábado vai ser parecido. Talvez eu coloque uma formação que eu não coloquei ainda nem nos treinos. Se chegar alguém na véspera é capaz de eu colocá-lo. Não pensando no jogo, mas em 38 partidas", finalizou.

O acesso para a torcida será pelo portão 4 (rampa). A entrada é dois quilos de alimentos não perecíveis.


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